Eclesiologia

POR QUE O CRISTIANISMO É A VERDADEIRA RELIGIÃO E A FÉ CATÓLICA SUA ÚNICA MANIFESTAÇÃO POSSÍVEL? – O MISTÉRIO DA IGREJA VISÍVEL.

paixão cristo

Cada ser humano é distinto e único.

Mas apesar dessa distinção, há algo comum em cada um de nós, que independe da raça, ideologia, época, cultura, sexo, idade ou classe social, que é a repulsa a morte e o desejo da eternidade. Isso se dá, pelo fato de que o ser humano não fora criado para morte, e sim para usufruir da vida eterna. Ora, é próprio do imperfeito a busca por aquilo que lhe aperfeiçoa, lhe convém, e para o qual fora concebido. Sendo próprio do homem, a mulher; e da mulher, o homem; do filho o amor aos pais, e dos pais o zelo e proteção aos filhos, e de cada indivíduo a busca pela felicidade, também é próprio do ser humano a imortalidade, e legítima, portanto, a sua busca por essa condição, outrora perdida:

Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. (Sabedoria 2. 23)”

[…] necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. (I Coríntios 15.53)”

Nenhum ser humano tem domínio sobre sua perpetuação.

O pensamento racional, que nos confere a trágica compreensão da finitude de toda vida, nos dota da consciência de que, no mundo natural, regido pela matéria sensível, o qual conseguimos captar, perceber e interagir pelos sentidos naturais, a vida eterna não pode ser encontrada. Também discernimos racionalmente que toda criação obedece a uma certa Lei inteligente, invisível e não criada por mãos humanas, a qual promove a conservação, harmonia e regência perfeita de toda ordem criada, conduzindo a criação para os fins que justificam, em seu âmbito, a existência de cada ser ou elemento criado, do que se conclui que se o universo é conservado por uma Inteligência (Poder) superior, e sendo essa Inteligência (Poder) capaz de conservar, é de igual modo capaz de criar e recriar.

Surgiam assim, as religiões, como manifestações inatas a maioria dos seres racionais, pois se a eternidade torna a vida perfeita, e a comunhão com o Pai aperfeiçoa os filhos, de certo que é próprio de toda humanidade buscar sua perfeição junto à Divindade criadora.

(Ele) o único que possui a imortalidade e habita em luz inacessível, a quem nenhum homem viu, nem pode ver. A Ele, honra e poder eterno! (I Timóteo 6.16)”

Sendo próprio da humanidade buscar ao Deus criador, é óbvio que também é próprio de Deus se revelar para se fazer encontrar, pois qual propósito da Divindade criar todas as coisas, especialmente o ser humano, sua imagem semelhante, dotá-lo de razão e intelecto para depois se ocultar dele?

[…] tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque Ele é encontrado pelos que não o tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança. (Sabedoria 1.1,2)” 

Se a religião é a procura do ser humano pela vida eterna junto ao seu imortal Criador, para conservá-la ou recuperá-la, é correto afirmar que a religião teve seu começo quando da existência do primeiro homem. Nisso, delineamos as práticas devocionais como conjunto de rituais, liturgias, doutrinas e ofertas de sacrifícios ordenados em ganhar junto à Divindade, a vida eterna dantes desperdiçada.

Mas há um falso argumento de que toda crença, e todas as religiões seriam na verdade, partículas de um todo comum que levaria o ser humano ao encontro do seu Criador para interagir com Ele, e com Ele viver eternamente.

Poderíamos sintetizar tal ideologia:

Toda religião é boa, e Deus está em todas as religiões! ”

O importante é ter uma religião, não importando qual! ”

Ora, como poderíamos dizer que está inserido num todo, aquilo que por sua natureza não se une? Como entender verdades conflitantes; deuses distintos; crenças antagônicas, além de religiosidades que se opõem entre si, como sendo um todo comum, uma verdade única, una e homogênea? Como a manifestação de um mesmo Deus pode afirmar “verdades” divergentes e incompatíveis sobre um mesmo ponto?

O kardecismo defende a eternidade na continuidade de vivência da alma em novos corpos por meio de reencarnações. Já o islamismo prega a obediência literal ao livro como regra de fé e prática moral, ao passo que o zoroastrismo revela que se adquire a eternidade pela negação ao livre arbítrio para entregar-se à regência dos astros, conforme decifrados nos signos do zodíaco. Os iorubás de matriz afro-americanas apregoam a evolução da vida através de sacrifício de bens materiais e vida animal às forças da natureza (orixás); além do budismo defender que pela sabedoria ancestral por via da meditação (yôga) se alcança a plenitude espiritual. Não esqueçamos, por fim, a cientologia, que cristalina a ideia de que os homens primitivos tomaram por deuses astronautas (seres interplanetários), os quais criaram o ser humano como experimento, erguendo as primeiras civilizações, sendo agora, necessário que encontremos o elo entre um e outro para que vivamos, e por aí, milhares de crenças foram elaboradas ao longo da história.

Todavia, nas religiões pagãs, politeístas ou monoteístas, temos um traço comum. Elas partem do suposto de que para alcançar a eternidade, basta ao indivíduo que manifeste a vontade de adquiri-la, e concomitantemente, convença ao seu “deus” que é merecedor da eternidade, mediante ofertas (agrados) consistentes em bens, tesouros, comidas, vidas humanas ou animais e seus pertences materiais mais valiosos em sacrifício de adoração.

É como se dissesse à Divindade:

[…] agora, pelo mérito da minha oferta, tornei-me merecedor da vida eterna. ”

Essas manifestações religiosas vertem-se do homem que se exalta para Deus, visando persuadi-lo a considerar-lhe digno da vida eterna.

Mas dentre as incontáveis confrarias, crenças e credos, apenas uma religião destoa desse contexto.

Existe uma manifestação religiosa em sentido totalmente antagônico, que verte de Deus para o homem. Do Deus que se humilha, flagela e vilipendia-se para levar o ser humano a eternidade junto Dele, pois está ciente que não há mérito suficiente na raça humana decaída para elevá-la à perfeição, e neste estado, permanecer vivendo eternamente com o seu Criador:

Cessai de confiar no homem, cuja vida se prende a um fôlego: como se pode estimá-lo? (Isaías 2, 22)” 

Em todas as religiões pagãs, é o homem que procura sair da terra e ir para o céu.

No Cristianismo, há a revelação profética de que o homem não poderia ir para o céu, sem que antes, Deus viesse à terra:

“Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco. (São Mateus 1, 23)”

Cientes de que o pecado dos seus pais, Adão e Eva, resultou na morte de ambos, e que através deles, seus filhos e descendentes estariam a mercê da mesma morte, Caim ofertou a Deus o melhor de seu trabalho, de seu dom e mérito, na esperança de que por engenho e idoneidade humana, pudesse lhe convencer a agraciá-lo com vida eterna.

Caim, sendo agricultor, ofertou dos seus méritos: 

Ofereceu Caim, os frutos da terra em oblação ao Senhor; mas o Senhor NÃO OLHOU para sua OFERTA, NEM PARA OS SEUS DONS.  (Gênesis 4. 3 e 5)”

Em sentido oposto, Abel reconhece que nada pode, nada tem, nada dispõe para oferecer em troca da eternidade, senão, a esperança de que o próprio Deus (in persona), representado num cordeiro animal, escolhido dentre os primogênitos perfeitos, viesse e o arrebatasse de sua condição mortífera.

Abel, de seu lado, ofereceu dos PRIMOGÊNITOS do seu rebanho; e o SENHOR OLHOU COM AGRADO PARA ABEL E SUA OBLAÇÃO. (Gênesis 4. 4)”

O cordeiro primogênito sacrificado é a figura simbólica de Cristo.

Podemos anotar, que a fé de Caim é a síntese do paganismo; enquanto a fé de seu irmão Abel é a precursora do Cristianismo. Logo, a verdadeira religião é de Deus para o homem, e não do homem para Deus. É Deus buscando fazer através do humano; e não o humano procurando realizar através de Deus: “Povos, escutai bem! Nações, prestai-me atenção! Pois é de mim que emanará a doutrina e a verdadeira religião que será a luz dos povos. (Isaías 51, 4)”

Surgirá então, outra inquietante questão, no que tange a que, se o Cristianismo é a verdadeira religião, qual a fé, e qual “cristo” o expressaria autenticamente, dentre as inúmeras divisões na cristandade? Como identificar a verdadeira fé cristã?

Para início de investigação, temos que retornar ao conceito da genuína religião. Ora, se é Deus, buscando fazer através do homem e não o homem procurando realizar através de Deus, de certo que a partir da Encarnação do Verbo, Deus só poderá ser buscando e encontrado numa humanidade, sendo errôneo e infrutífero buscá-lo, e querer achá-lo diretamente em sua Divindade:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. (São João 1, 1)

[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. (São João 1, 9)” 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. (São João 1, 14)” 

Portanto, a lídima manifestação da fé cristã não está fundada num Livro, numa regra escrita ou falada de fé e prática de condutas, numa ideologia, técnicas de autoajuda ou persuasão de pensamentos, nem nas filosofias relativistas sujeitas as mudanças de opiniões, mas tão somente na autossuficiência da humanidade tomada pela Divindade, e que se constituiu o meio único e necessário ao caminho da eternidade.

Nos efeitos encarnatórios do Verbo, a Divindade agora, age por via da humanidade, e nada realiza senão pela humanidade, pois se da humanidade veio o pecado, da humanidade haveria de ser extraída a reparação desse pecado: “Foi em virtude desta vontade de Deus, que temos sido santificados uma vez para sempre, PELA OBLAÇÃO (sacrifício) DO CORPO DE JESUS CRISTO. ” (Hebreus 10,10) Se o homem pecou, não é Deus quem deverá reparar o pecado em sua Divindade, mas em sua humanidade assumida: “Ele nos reconciliou PELA MORTE DE SEU CORPO HUMANO, para que nos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai. ” (Colossenses 1.22)

Mas sendo Cristo plenamente Deus, é certo que possui Ele, todos os atributos divinos sem os quais não se pode dizer Dele como Pessoa Divina. Esses atributos, dentre outros, são a onipotência, onisciência e ONIPRESENÇA.

Tendo assumido um Corpo humano unindo definitivamente sua Divindade a essa humanidade, tornando-se uma só Pessoa em duas naturezas, não há dúvida que Ele Glorificou esse corpo, e nele, a plenitude da Divindade se expande à sua humanidade, compartilhando seus atributos Divinos:

“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. (Colossenses 2. 9)”

“Porque agradou a Deus fazer habitar nele toda a plenitude. (Colossenses 1. 19)” 

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“Mas aquele que fora colocado, por pouco tempo, abaixo dos anjos, Jesus, nós o vemos, por sua Paixão e morte, coroado de glória e de honra. Assim, pela graça de Deus, a sua morte aproveita a todos os homens.” (Hebreus 2.9)

Assim, o Verbo Encarnado, que é homem e Deus sem separação, confusão ou divisão1 entre as suas naturezas (Humana e Divina), é ONIPRESENTE em sua HUMANIDADE.

A Igreja visível, portanto, implica no dogma da Onipresença da humanidade do Verbo (Corpo Humano), nos selos e sinais de seu sacrifício tutelados e ministrados pela autoridade da Igreja (Corpo Místico)2:

Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. (I Coríntios 4, 1)”

[…] não temais os sinais celestes, como os temem os pagãos, (Jeremias 10, 2)”

Eis aí, outra característica necessária a identificação da verdadeira fé cristã: O reconhecimento de que O VERBO ENCARNADO É ONIPRESENTE EM SUA PLENITUDE. Não apenas em sua Divindade, mas em sua humanidade, que ainda se exibe no curso da história humana, como ensina a Tradição dos apóstolos, em Santo Atanásio:

O Verbo não está circunscrito ao Corpo; estava no Corpo sem deixar de estar em outras partes, simultaneamente; e enquanto Verbo, vivifica todos os seres; enquanto Filho estava ao lado do Pai, e quando a Virgem o gerou, nada sofreu; O Verbo não pode ser contido por nada. Ele contém em si mesmo todas as coisas. Em sua Natureza Humana, Ele é matéria universal e singular. Mesmo presente na singularidade do corpo humano, é Ele universal em todas as coisas; Ele está contido em todo processo da natureza criada, e nem a presença numa matéria o manchou. Pelo contrário, Ele é quem santificou a matéria. (Encarnação do Verbo, p. 148/9, ano 180 DC)”

Ora, um corpo humano pode estar presente em essência e forma, como também apenas em sua essência.

Tem-se por essência tudo que está contido substancialmente num ser, sem a qual o ser não é, senão outra coisa.

Essencialmente, o corpo humano é composto de água, sangue e carne.

Extraímos daí outra valiosa pista quanto a verdadeira fé cristã.

Ela está firmada nos sinais corpóreos, os quais perfazem a extensão visível e comunicável da Humanidade de Cristo Onipresente entre nós, dando conta de que a vida eterna não é dada por Deus Pai diretamente na humanidade de cada um de nós, mas primeiro, depositada na Humanidade do Mediador, para só depois ser comunicada aqueles que pela mesma fé e Batismo aderem ao seu Corpo Místico (Igreja) como membros, e pelo seu sangue sacrificial Eucarístico são mantidos remidos do pecado:

De sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça. (Atos 17.29)”

[…] (Ele) arregou nossos pecados EM SEU CORPO SOBRE O MADEIRO, para que mortos pelos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, POR SUAS CHAGAS FOMOS CURADOS. (Is 53, 5)” (I Pe 2, 24)

Desta maneira, temos a Humanidade de Cristo presente na Igreja, seu Corpo Místico, no qual os sinais 3 de sua humanidade onipresente estão guardados.

Mas para compreensão mais profunda, reportemos ao início de todas as coisas.

São Paulo identifica a Pessoa de Cristo com a figura de Adão: “Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gn 2,7); o segundo Adão é espírito vivificante. (I Coríntios 15, 45)” Adão fora o primogênito de Deus na obra criada, formado da terra. É o primogênito de Deus, criado imortal, sem defeito ou pecado, que subiu da terra (do barro em que fora formado) para o céu (Jardim do Éden, sua casa e habitação).

Deus sabia que não convinha Adão estar só: “Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja adequada. (Gn 2.18)”. Então, rasgou-lhe as entranhas e retirou de uma de suas costelas, sua ajudadora e esposa, a mulher, Eva: “Então, o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia (morte não definitiva), tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. (Gn 2. 21 e 22)” E disse a eles, como num matrimônio: “Por isso, o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” (Gn 2.24 e 25)

Cristo, o novo Adão, é o primogênito do Céu, o incriado, o santo de Deus cujo corpo imaculado fora gerado e formado da carne puríssima da Santíssima Virgem, e que descera do céu para a terra. Assim como não era bom que o primeiro Adão estivesse só, não convinha também que o segundo Adão estivesse. E como fez com o primeiro Adão, Deus dá ao Cristo, segundo Adão, um sono profundo no calvário (morte não definitiva), e rasgando-lhe o lado da costela, faz sair água e sangue. Como Eva saiu do lado do marido Adão; a esposa Igreja surgiu do lado do Cristo, seu marido, formada da água (Batismo) e do sangue do sacrifício da nova aliança (Eucaristia), nos quais nascerão todos os filhos espirituais, frutos desse consórcio sobrenatural.

Assim como Cristo, o Adão perfeito, é imaculado e santo, também é a Igreja, sua esposa, formada de suas entranhas.

“Até quando andarás vagando, filha rebelde? Eis que o Senhor criou uma coisa nova sobre a terra: É a esposa que cerca de cuidados o esposo. ” (Jeremias 31, 22)”

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada. (Apocalipse 19, 7)”

E tal como dito de Adão e Eva serem uma só carne, uma só humanidade, um só corpo, restou dito da humanidade de Cristo, o Adão perfeito, ser um só Corpo com a Igreja, sua esposa. Isso vemos, quando Cristo se encontra com Paulo, até então, Saulo, aquele que perseguia, matava e prendia os cristãos da Igreja, é assim dito:

Saulo, Saulo por que ME persegues? QUEM ÉS, SENHOR? ’ Respondeu ele: ‘Eu SOU JESUS, A QUEM TU PERSEGUES. ” (Atos 9,1-5)

De certo que quem persegue a Esposa, persegue ao marido, incumbido em lhe defender:

“Maridos, AMAI AS VOSSAS MULHERES, COMO CRISTO AMOU A IGREJA E SE ENTREGOU POR ELA; assim, os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem AMA A SUA MULHER, AMA-SE A SI MESMO. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja. (Efésios 5. 25, 28 e 29)”

“[…] pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu CORPO da qual ele é o Salvador. (Efésios 5, 23)”

Sendo eterna a união matrimonial entre homem e mulher, realizada numa só carne, também eterna e numa só carne é o matrimônio entre Cristo e a Igreja. E se Deus uniu o homem não separa, também não é separável o Cordeiro (Cristo) de sua Noiva (Igreja).

Se Cristo cumpriu toda a lei dos profetas4, inclusive, os dez mandamentos, Ele não poderia adulterar, razão porque, não sendo adúltero, nem promíscuo, não haverá outra Esposa para Ele senão, apenas uma e única Igreja, a qual é virgem, sem mácula em seu depósito da fé, e não uma leviana ou cortesã:

[…] porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura. (II Coríntios 11, 2)” 

“TU ÉS PEDRO, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (São Mateus16. 18 e 19)”

Por causa desse Matrimônio sobrenatural, a Igreja chorou por Cristo quando de sua crucificação no calvário, como profetizado:

“O recém-casado lamentava-se e a esposa chorava no leito nupcial. (I Macabeus 1, 27)” 

Mas se a finalidade do matrimônio é a prole, como ordenado por Deus que Adão e Eva gerassem filhos naturais da carne e do sangue, também de Cristo e a Igreja é reivindicado que gerem filhos espirituais, através da água, da carne e do sangue do Esposo Místico.

A água que desce da costela de Cristo é figura do Batismo, quando então nascemos do Esposo através da Esposa (Igreja); enquanto pelo sangue, o digníssimo Esposo santifica e redime os seus filhos, dos pecados que os afastam da comunhão paterna:

Em UM SÓ ESPÍRITO fomos BATIZADOS, todos nós, para FORMAR UM SÓ CORPO, […] e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. (I Cor. 12, 13);

Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo SAIU SANGUE E ÁGUA. (São João 19. 34)”

Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, FOMOS BATIZADOS NA SUA MORTE? (Romanos 6, 3)” 

TODOS OS QUE FOSTES BATIZADOS, FOSTES REVESTIDOS DE CRISTO.” (Gálatas 3, 27) 

Jesus replicou-lhe: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus. Nicodemos perguntou-lhe: “Como pode um homem renascer, sendo velho? Respondeu Jesus: “Em verdade, te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito.” (São João 3. 3 a 6)

Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (São João 6. 51 e 57)”

Ele nos manifestou o misterioso desígnio[…] DE REUNIR EM CRISTO TODAS AS COISAS, AS QUE ESTÃO NOS CÉUS E as que estão NA TERRA. (Efésios 1. 9 e 10)”

Existe uma união sobrenatural entre todos os justos e santos, porque nossa relação com Cristo acontece num Corpo, e não em cada um de nós isoladamente:

Formamos um só Corpo em Cristo, e CADA UM DE NÓS É MEMBRO UM DO OUTRO. (Rm 4, 5)”

SOIS O CORPO DE CRISTO, E CADA UM de sua parte, É UM DOS SEUS MEMBROS. (I Cor 12, 27)”

Se esposa e esposo são uma só carne, também são um só carne (Corpo) a Esposa (Igreja) e Esposo (Cristo), sendo o marido, o Cabeça do casal:

“Ele é a Cabeça do CORPO, da IGREJA. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. (Colossenses 1, 18)”

A fidedigna fé cristã não pode ser professada, senão por um meio material que é a humanidade assumida por Deus através do Filho, tendo como sua forma temporal, a Igreja, zeladora dos sinais (sacramentos) nos quais se expressam a humanidade Onipresente do Cristo.

Em seu Corpo glorioso, Cristo liga o humano ao Divino, e só por sua humanidade, nossa humanidade atinge a Divindade na qual lograremos obter vida eterna. Logo, Cristo nos salva através da humanidade. Nela Ele nasce, morre, ressuscita para que toda obra da redenção seja realizada no sacerdócio outorgado ao Corpo Apostólico (Igreja) que liga o céu e a terra nos sinais de sua humanidade:

Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves te portar na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE. ” (I Timóteo 3, 15)”

E se RECUSAR OUVIR TAMBÉM A IGREJA, seja ele para ti como um pagão e um publicano. ” (São Mateus 18. 17 e 18)”

Quem vos OUVE a mim OUVE; e quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou. ” (São Lucas 10, 16)

Logo, é inautêntica toda doutrina humana que subtrai a humanidade da relação entre Deus e o homem, os chamados defensores da “igreja invisível”.

Pula-se a humanidade, posto que querem acessar a Divindade diretamente, independe da união real e mística com a carne do Verbo, desprezando os sinais visíveis e corpóreos nos quais restou depositada a Humanidade Onipresente de Cristo, e que nos ligam a Ele, como o Batismo e a Eucaristia, ensinados diabolicamente como rituais inúteis e meramente simbólicos.

Nessas doutrinas humanas, não há aceitação (consciente ou inconsciente) que Deus, pelo Verbo Encarnado, ainda age e opera pela matéria de sua Humanidade redentora. Ora, sem a humanidade do Cristo, o acesso a Deus é só uma ideia, não uma realidade palpável ainda presente entre nós, tendo por consequência nesses grupos sectários, o esvaziamento do sacerdócio da sua principal função, qual seja, a representação temporal de Cristo, no manejo dos mistérios que vinculam terra e céu:

“Em verdade, TODO PONTÍFICE é escolhido ENTRE OS HOMENS e constituído em favor dos homens COMO MEDIADOR nas coisas que dizem respeito a Deus, para OFERECER dons e SACRIFÍCIOS pelos pecados. (Hebreus 5.1)”

Nele, CADA UM DE NÓS É MEMBRO UM DO OUTRO (Romanos 4, 5), vividamente ligados pelo do Batismo: 

Em UM SÓ ESPÍRITO FOMOS BATIZADOS, todos nós, para formar UM SÓ CORPO, […] e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. (I Coríntios 12, 13)”

Conclui-se que para aceitar Cristo, há de aceitar o Cristo completo, no seu Corpo Místico que é a Igreja, depositária dos sinais de sua humanidade ligando o céu e a terra, além de guardiã e ensinante das verdades divinamente reveladas.

É característica da falsa fé cristã, as chamadas “igrejas invisíveis”5 nas quais, obviamente, não se vê doutrina, nem autoridade, nem unidade, nem sacerdócio, nem a Humanidade de Cristo onipresente no Altar.

É típico do pseudo cristianismo negar a Igreja, tal como instituída organicamente6 por Cristo e os apóstolos.

Interagimos com o sagrado num Corpo, não numa ideia invisível e abstrata. Ser buscado, e encontrado na humanidade, implica ser encontrado num Corpo, e esse Corpo é a Igreja:

“Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. (Efésios 5, 23)” 

Desta maneira, é irracional crer que Cristo, após sua ascensão ao céu, tenha deixado ainda algo a se fazer, uma obra incompleta no plano da redenção.

Tudo que Ele realizaria, Ele realizou enquanto em seu ministério temporal, junto aos santos apóstolos, para ser herdado por aqueles que os sucederiam até o fim dos tempos.

Na cruz, antes de entregar seu espírito (alma) ao Pai, algumas de suas últimas palavras foram:

ESTÁ TUDO CONSUMADO!7 (São João 19.30)

Logo, tudo que veio depois Dele, se dizendo doutrina ou igreja Dele, sem vínculo com que Cristo edificou ainda Encarnado, é falso:

“Assim como houve entre o povo, falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores, que introduzirão disfar­çadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. (II São Pedro 2, 1)” 

São Paulo já tinha alertado a Igreja de Roma:

“Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da doutrina que recebestes. Evitai-os! (Romanos 16, 17)”

Somando-se a isto, que há profecias evidentes e certeiras quanto a Igreja de Roma como depositária da verdadeira fé edificada por Cristo.

A Igreja de Cristo, apostólica, é aquela que se mudou de Jerusalém para Roma, ainda na época do ministério de São Paulo:

Apareceu-lhe o Senhor e disse: Deste testemunho de mim em Jerusalém, importa também que dês em Roma.(Atos 23, 11)”

Possui como característica a romanização.

Há ainda, a sua origem nos Apóstolos, pois Cristo depositou apenas neles, todo conhecimento da Doutrina da salvação que deveria ser transmitida. 

[…] edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo. (Efésios 2, 20); 

Perseveravam eles na Doutrina dos apóstolos, (Atos 2, 42). ”

Portanto, tudo o que não possuir vínculo histórico, ministerial e magisterial com a sucessão dos Doze,8 carece de autenticidade:

Designavam presbíteros em cada congregação. (Atos 14, 23)”

Não descuideis do carisma que há em ti, que te foi comunicado pela intervenção profética através da imposição das mãos do colégio de presbíteros” (I Timóteo 4,14).  

A revelação não só se destampou, mas também finalizou nos Apóstolos, como antes, surgira embrionária com os antigos profetas e patriarcas hebreus.

Além da romanização e apostolicidade, há a característica da catolicidade profeticamente anunciada.

Quem primeiro disse da Esposa de Cristo como Católica foi São Paulo, na Epístola àquela comunidade religiosa, que já havia em Roma,9 demostrando toda importância dessa profissão de fé: 

Primeiramente, dou Graças a meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque em *todo o mundo* é preconizada a *vossa* fé. (Rom. 1, 8, datação 47 a 60 DC)”

A palavra grega da qual se traduziu “em todo o mundo” é kosmo.

Kosmo e katholikos são sinônimos10 de UNIVERSAL, aquilo que está em todo mundo, em todo lugar* de uma mesma forma, e numa mesma ortodoxia.*

Paulo identifica a Igreja e a fé romana como Católicas, firmadas na uniformidade dessa Doutrina que seria espalhada mundo inteiro.

O Magistério Católico Romano, o qual seria anunciado aos quatro cantos da terra, fora por declaração apostólica, erigido a condição de Modelo Legítimo da Doutrina: 

Estou pessoalmente convencido, meus irmãos, de que estais cheios de bondade, *cheios de um perfeito conhecimento,*  capazes de vos admoestar uns aos outros. (Romanos 6, 17)”

“Graças a Deus, porém, que, depois de terdes sido escravos do pecado, *obedecestes de coração à regra da Doutrina* na qual tendes sido instruídos. (Romanos 15, 14)”

E conforme testemunhos dos patrísticos:

De fato, essa comunidade (romana), dada sua autoridade superior, é necessário que esteja de acordo toda comunidade, isto é, os fiéis do mundo inteiro. Nela sempre foi conservada a Tradição dos Apóstolos. (Santo Irineu de Lion, Contra as Heresias. Livro 3. 3,2, ano 130-202 DC)”

Como testificou São Clemente, o romano, (Papa Clemente I), ao povo de Coríntios:

Vós, que fostes a causa da rebelião, sedes submissos aos vossos presbíteros, e aceita a correção. Se, porém, alguns não obedeceram ao que por nosso intermédio, Ele (Cristo) fez, saibam que se envolverão em pecado e perigo não pequeno. (Carta aos Coríntios 57.59, ano 35-97 DC)”

Por esse modelo, desde a Era Primitiva se cria na santidade do homem por participação em Deus pela Graça; o Batismo Infantil; os sacramentos como sinais materiais da Onipresença da natureza Humana de Cristo; a Eucaristia; os Dogmas Marianos; a comunhão dos Santos; o culto Dominical e a Iconografia, dentre outros sinais da Humanidade Onipresente do Verbo.

Também fora dito dessa Igreja de Roma, que sua fé se fundaria na Caridade:

“Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e em nome da caridade que é dada pelo Espírito, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim, (Romanos 15, 30) ” 

Ora, todo esse depósito de fideísmo católico, ainda hoje se faz presente na Igreja Romana.A Noiva do Cordeiro (que não é bígamo, nem adúltero), como sua única consorte, possui direito exclusivo à Herança Sobrenatural do Noivo, que é o sacerdócio da salvação. Inclusive, é a única preservada desde os primórdios, sendo da Tradição Petrina para se cumprir aquilo das Escrituras:

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a *minha Igreja.* (São Mateus 16, 18)”

Será ainda o instrumento pelo qual: “O Deus da Paz não tardará a esmagar satanás *debaixo dos vossos pés.*  (Romanos 16, 20)”

Depois de Paulo, o termo Universal é novamente empregado em relação a Igreja e a fé romana por um discípulo do Apóstolo João, Inácio de Antioquia, santo mártir que registrou: 

A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo, está a Igreja Católica. (Anos 67-90 DC, in Epístola aos Esmirnenses)”

Na fé verdadeira, a Divindade opera e realiza por meio de uma humanidade, ligando o céu e a terra, os elementos visíveis dessa humanidade nos sinais sacramentais dados a Igreja, como elemento invisível da Divindade. Onde não se aceita, como manifestações concretas de Cristo ainda presentes na história, água (Batismo), sangue e carne (Eucaristia), não se aceita que Ele seja Onipresença em seu Corpo Humano. E se não aceita a Onipresença de sua humanidade, não poderá haver comunicação (mediação) com sua Divindade.

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1Dogma da União Hipostática. (Concílio da Calcedônia, ano 451).

2Onde Cristo se fez presente, não circunscrito a sua Forma de Pessoa humana.

3Estes sinais nos foram deixados por Cristo, e são sete: Batismo, Crisma, Matrimônio, Ordem, Eucaristia, Penitência e Unção aos enfermos: ” Vi também na mão direita de quem estava assentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, SELADO COM SETE SELOS. ” (Ap 5. 1) ” Quem é digno de abrir e desatar os selos? O Leão da Tribo de Judá, o DESCENDENTE DE DAVI, achou meio de abrir o Livro E DESATAR OS SETE SELOS. ” (Apocalipse 5. 2 e 5)

4(São Mateus 5. 16 e 17)

5Geralmente os defensores da heresia da “igreja invisível” são adeptos da sola scriptura. Ora, a Bíblia há de ser lida, e para ler, há de estar visível. Logo, se a Bíblia é parte da Igreja, é então, parte visível, o que contradiz com a ideia da invisibilidade.

7Telestai é a palavra do grego koiné para “consumado” que significa que tudo está reparado, reconstruído, nada lhe restando por acabar, e nada lhe restando a completar.

8Na Sagrada Escritura é relatada ordenação de diáconos (Atos 6: 1-6); presbíteros (padres) (1 Timóteo 5: 17) e bispos (Atos dos Apóstolos, 20: 28 e Filipenses 1: 1). A primeira sucessão apostólica, para dar continuidade a Igreja, foi de Matias, sucessor de Judas: Pedro se pôs de pé em meio aos irmãos – o número de pessoas reunidas era de cerca de cento e vinte – e lhes disse: ‘Irmãos, era preciso que se cumprisse a Escritura em que o Espírito Santo, pela boca de Davi, havia falado acerca de Judas, que guiou aqueles que prenderam Jesus. Porque ele era um de nós e obteve um posto neste ministério, convém, pois, que dentre os homens que andaram conosco todo o tempo em que Jesus viveu entre nós, a partir do batismo de João até o dia em que nos foi levado, um deles seja constituído testemunha conosco de sua ressurreição. Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. Então oraram assim: ‘Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois elegeste para ocupar no ministério do apostolado o posto do qual Judas desertou para ir para onde lhe correspondia’. Lançaram sortes e a sorte caiu sobre Matias, que foi agregado ao número dos doze Apóstolos” (Atos 1,16-17.21-26).

9Existe uma anedota criada pelos inimigos da Igreja, que fora Constantino, Imperador romano, quem “fundou a Igreja Católica”. Mas a história oficial desmente, pois vemos nos documentos do Império Romano, que o Édito de Milão, de Constantino (ano 313) conferiu liberdade de crença a todas as religiões, sendo que o Édito de Tessalônia, do Imperador Teodósio (ano 380), torna oficial a religião da Igreja de Roma, cuja fé fora dada ao povo romano pelos santos Apóstolos: “Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e Teodósio Augusto, ao povo da cidade de Constantinopla. Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem A RELIGIÃO QUE O DIVINO APÓSTOLO PEDRO DEU AOS ROMANOS, QUE ATÉ HOJE FOI PREGADA COMO A PREGOU ELE PRÓPRIO, e que é evidente que professam o pontífice Dámasoe o bispo de Alexandria, Pedro, homem de santidade apostólica. Isto é, segundo a doutrina apostólica e a doutrina evangélica cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos quem sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial. Dado o terceiro dia das Calendasde março em Tessalônica, no quinto consulado de Graciano Augusto e primeiro de Teodósio Augusto.

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