Sacerdócio

POR QUE CONVINHA CRISTO ENCARNAR COMO INDIVÍDUO MASCULINO? (A PROIBIÇÃO DA ORDENAÇÃO FEMININA E A DIVINA OBRA DA ELEVAÇÃO DA MULHER)

Convinha Deus, através do Filho, encarnar-se na forma e na substância[1] de um indivíduo humano do sexo masculino.

Como ensina o Magistério Católico Apostólico:

“Certamente que é da humanidade toda, tanto das mulheres, como dos homens, que Cristo é o primogênito: a unidade por Ele restabelecida após o pecado é de tal sorte que já não há judeu, nem gentio, não há escravo, nem livre, não há homem, nem mulher: todos são um só em Cristo Jesus (cfr. Gál. 3, 28). No entanto, a Encarnação do Verbo realizou-se segundo o sexo masculino: trata-se, evidentemente, de uma questão de facto; mas este facto, bem longe de implicar uma pretensa superioridade natural do homem sobre a mulher, é algo que não se pode dissociar da salvação: ele está, com efeito, em harmonia com o conjunto do desígnio de Deus, tal como o próprio Deus o revelou, e cujo centro é o mistério da Aliança”. (Encíclica Inter Insigniores. Sobre as Mulheres no Sacerdócio Episcopal. Papa Paulo VI, ano 1.976 no Papado de Paulo VI)

É uma realidade inconteste que o pecado nascera como obra participativa de ambos os sexos, masculino e feminino:

“A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. (Gênesis 3.6) ”

Mas se tanto o homem, quanto a mulher tomaram parte no pecado contra Deus, é certo que tanto o homem quanto a mulher haveriam de participar do plano da Encarnação do Verbo, criado por Deus para conceder-lhes a remissão do pecado. 

Na pessoa do Filho Divino, Deus se Encarna como indivíduo do sexo masculino porque na obra pecaminosa no Paraíso, o homem, Adão,[2] tornou-se aos olhos de Deus menos culpável que a mulher, Eva, posto que fora induzido por ela, como afirmado por inspiração Divina pelo Apóstolo São Paulo:

“E não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher que, enganada, se tornou culpada de transgressão.” (II Tm 2,14)[3]

Na dosimetria da culpa, é certo que a mulher deixou-se seduzir pela cobiça da vida eterna que não dependesse de Deus, e assim permitiu que o diabo agisse por intermédio dela para levar a nódoa da morte a toda criação:

“Oh, não! – Disse a serpente – vós não morrereis! Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e SEREIS COMO DEUSES, conhecedores do Bem e do mal. ” (Gênesis 3. 4 e 5)

E “sereis como deuses” disse a serpente, criando na mulher o desejo de ser igual a Deus, colocando-se em condição de igualdade com Ele, vindo a pecar por IDOLATRIA quando se apeteceu do desejo se tornar “deusa”.

Toda astúcia da serpente pode ser medida no fato de ter interrogado Eva sobre a proibição, para deixar claro diante do Criador que Eva tinha plena consciência de que não poderia comer do fruto proibido, e mesmo assim consentiu desobedecer.

Ensina Santo Agostinho:

“Por que vós não podeis comer de todas as árvores do paraíso? A mulher respondeu à serpente: – “Nós podemos comer do fruto das árvores do paraíso. Mas do fruto da árvore que está no meio do paraíso, Deus disse: ‘Dele não comereis, nele não tocareis do contrário morrereis. Primeiro a serpente interrogou a mulher, e a mulher respondeu à pergunta para que sua prevaricação fosse inescusável, e nem se pudesse dizer de forma alguma que esquecera do que Deus lhe ordenara. O esquecimento de um preceito tão necessário sempre envolveria a culpa máxima devido à negligência punível. Contudo, a transgressão é mais evidente quando se guarda o preceito na memória. É como se estivesse desprezando Deus. (Comentários ao Gênesis, de Santo Agostinho Livro XI p.30, p.)

“Não satisfeita, a mulher ainda reparou atentamente na árvore, e lhe apeteceu do fruto dela, e não acreditou nas palavras de Deus que poderia morrer. ” (Santo Agostinho, in Comentário ao Gênesis, p. 248 p. 30) ”

A vaidade presunçosa e a cobiça atrevida pela vida eterna, levou Eva a tomar Deus por mentiroso quando acreditou na serpente. Desse modo, ela praticou um movimento fatal e necessário para conduzir seu marido ao pecado, e mediante isso, que o pecado pudesse através de Adão atingir toda humanidade.

Eva, por sua concupiscência, induziu seu marido Adão a abandonar a Glória de Deus pela “glória” da serpente. Neste compasso, da parte do homem, o pecado originou-se da negligência com seus próprios atos, e principalmente para com os atos de sua mulher, a qual lhe fora dada, para que ele, amando-a, cuidasse e zelasse dela a todo instante, como numa só carne.[4]

Adão não sabia do motivo que movia Eva a lhe dar do fruto proibido, qual seja, torná-los “deuses” conforme orientada pela serpente, do que se denota sua distração e descaso para com a situação.

Além disso, entre uma ordem de Deus para que não comesse do fruto e a instigação sedutora de sua mulher para que tomasse e comesse do mesmo, Adão, por sua vez, quis agradar mais a sua mulher que a Deus, quebrando a virtude da igualdade que havia entre os esposos, deixando que Eva se tornasse a “cabeça” do casal, conduzindo a situação, aceitando dela uma influência maior que do próprio Deus sobre ele. Assim, na ausência de inocentes, convinha a Justiça Divina prestigiar aquele que fora o menos transgressor, tomando a identidade do sexo do infrator de menor culpabilidade (o homem negligente ao invés da mulher idólatra) para formar sua carne Santíssima, na qual por seu sacrifício na cruz, seria instituído o SACERDÓCIO DO HOMEM ETERNO, universal, celestial.

https://magisteriotradicaoescrituras.com/2019/01/17/o-sacerdocio-na-antiga-e-na-nova-alianca/

Tanto o pecado da mulher, quanto do homem decorreu de grave erro, pois o próprio Deus já lhes tinha ordenado que não comessem do “fruto” (símbolo do pecado dentro do nosso corpo, com o qual nos nutrimos como alimento) produzido pela “árvore” da ciência do Bem e do mal (símbolo da liberdade razão humana, agora corrompida pela opção livre em praticar algo que não fosse o Bem):

“Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; (Gênesis 2, 16); mas não comas do fruto da árvore da ciência do Bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente”. (Gênesis 2, 17)” 

Diferente de Adão, a transgressão de Eva é agravada por ter desejado ser como Deus, e ter se colocado acima de Adão, decidindo, induzindo e realizando a sua vontade sobre ele. Por isso, na distribuição das penas temporais[5] após a expulsão do Paraíso, impôs Deus dentre as penalidades à mulher, que ela ficasse à mercê da vontade de seu marido:

“O homem respondeu: “A mu­lher que pusestes ao meu lado apresentou-me deste fruto, e eu comi”. O Senhor Deus disse à mulher: ‘‘Por que fizeste isso? A serpente enganou-me – res­pondeu ela – e eu comi. ” (Gênesis 3. 12 e 13)

“Disse também à mulher: […], teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio. ” (Gênesis 3.)

Esclarece Santo Agostinho:

“[…] pois, à mulher foi dito, depois do pecado, estar sob o poder de teu marido; e como diz Gregório; no que não delinquimos somos todos iguais. Ora, a mulher teve, naturalmente, menor virtude e dignidade que o homem porque agiu nele para que pecasse. É sempre MENOS DIGNO de HONRA[6], o AGENTE que o PACIENTE.” (Sermão 113. Nativit Domini)

Pior do que aquele que peca, é o que o induz, conduz, convence e o instiga a cometer o pecado.

Instigando o marido a pecar, Eva tornou-se imitadora da própria serpente.

Ensinou Santo Tomás de Aquino:

“Chama-se Justiça Distributiva, pela qual um governador dá segundo a dignidade de cada um. Ora, assim como a ordem devida na família ou qualquer multidão governada demonstra a justiça do governador, também na ordem do universo manifesta tanto nos seres naturais, como nos dotados de vontade, a justiça de Deus. Por isso, diz Dionísio: Devemos ver a verdadeira Justiça de Deus no distribuir ele a todos segundo o que CONVÉM à DIGNIDADE de cada um, e no conservar cada natureza na sua ordem própria e virtude. ” (Suma Livro Ia. Q 83 art 1º Santo Tomás de Aquino)

Mas no plano original da criação, Deus não os criou, homem e mulher, para que existisse entre eles qualquer hierarquia, sendo esta, acidentalmente, instituída em razão do juízo PROVISÓRIO quanto ao grau da culpa no pecado de cada um no Éden, pois como simbolizado pela costela de Adão, Deus os criou (homem e mulher) para ficarem LADO A LADO:

“Era conveniente que a mulher fosse formada da costela do homem para significar que deve haver união entre o homem e a mulher. Pois, nem esta deve dominar aquele e, por isso, não foi formada da cabeça; nem deve ser desprezada pelo homem numa sujeição servil, e por isso não foi formada dos pés.” (Suma Livro Ia. Q 83 art 3º Santo Tomás de Aquino)

Sobre o motivo para aplicação das penas temporais sobre a mulher e o homem após o pecado no Paraíso, esclareceu Santo Tomás:

“Dentre os punidos neste mundo, manifesta-se a justiça e a misericórdia, conforme aquilo de Gregório: Os males que nos castigam neste mundo, nos obrigam a ir para ti, Senhor. ” (Suma Teológica, Livro Ia. Q 21, art.4º Da Justiça e Misericórdia de Deus

Não havia submissão da mulher ao homem antes de serem expulsos do Éden, como também não havia dor, sofrimento, trabalho penoso ou morte. Diante disso, é certo que Deus agiria por meio de CRISTO, não apenas para nos dar a vida eterna e remissão dos pecados, mas também para restabelecer a igualdade perfeita entre os sexos, devolvendo a mulher à sua dignidade natural e original.

Conforme o doutor angélico:

“Necessariamente descobrimos, em qualquer obra de Deus, a misericórdia e a verdade; se tomarmos misericórdia no sentido de remoção de qualquer defeito. ” (Suma Teológica Livro Ia. Q 21, art.4º Da Justiça e Misericórdia de Deus)

Por isso, se é certo que convinha ao Verbo de Deus se Encarnar como homem, também lhe convinha escolher ser gerado numa Mulher. Ora, se surgisse encarnado como homem, sem a participação da Mulher como a cedente de toda matéria biológica para a substância e forma ao Verbo Encarnado, Deus teria consolidado o desprestígio do sexo feminino em relação ao homem, e assim, uma das penas do Éden continuaria em vigor mesmo após a Nova Aliança.

https://magisteriotradicaoescrituras.com/2018/09/11/maria-e-a-origem-biologica-do-cristo/

Como Cristo extinguiu a morte, a dor e todas as penas do pecado, também é certo que o seu sacrifício elimina a pena da submissão da mulher.

Desse modo, embora pudesse assumir a forma de qualquer matéria, espécie e gênero, convinha que Cristo tomasse sua natureza carnal por meio da Mulher para que os dois sexos pudessem cooperar de maneira igualitária no processo extraordinário da Encarnação do Verbo de Deus.

Ensina Santo Tomás: 

“O perdão Encarnado à humanidade devia manifestar-se em ambos os sexos. O sexo masculino, sendo o mais nobre (menos culpado), o Cristo devia tomar-lhe a natureza; e, pois, que nascia de uma mulher, poder-se-ia concluir que também o sexo feminino participava do perdão. ”

E continua:

“[…] poder-se-ia concluir que também o sexo feminino participava do perdão, como diz Ambrósio: Descobrirás em Cristo muitas coisas conformes à natureza e muitas outras superiores a ela. Assim era sujeitar-se à condição da natureza existir no ventre, isto é, de um corpo feminino; mas, o que é superior à natureza, é uma Virgem tê-lo concebido e gerado. E Agostinho: Se o Deus Todo-poderoso tivesse criado um homem, não o formando de um ventre materno e apresentando-o repentinamente aos olhos humanos, não teria confirmado que de nenhum modo assumiu a natureza humana. (Suma Teológica, Art. 4, Q 31 Da Encarnação do Verbo) ” 

Dava-se aí, o reequilíbrio perfeito entre os dois sexos, vez que se Adão fora formado da terra sem precisar do sêmen feminino, o Novo Adão, o Cristo, (I Cor. 15. 45), agora toma da Mulher a sua Carne, sem precisar ser fecundado no sêmen masculino. Assim, em Maria Santíssima está reconstituída a Dignidade de todas mulheres em relação aos homens, não havendo mais, em sentido transcendente, a distinção de culpabilidade originária entre homens e mulheres, naquilo que é essencial entre os gêneros humanos, vez que a Encarnação do Cristo por via da maternidade virginal, reconstruiu a dignidade da mulher diante de Deus.

Assim se cumpria aquilo que está nas Escrituras:

“[…] os humilhados serão exaltados. ” (Ezequiel21.26)

Entretanto, se diz que a manutenção do sacerdócio apostólico exclusivamente no sexo masculino continuaria a violar a dignidade da mulher.

Gnósticos, cismáticos e modernistas acrescentam que a vedação ao sacerdócio feminino seria uma “tradição arcaica, preconceituosa e misógina” da Igreja.

Ledo engano, pois é justamente o contrário.

O sacerdócio masculino, como regra absoluta conforme edificado na revelação, não inferioriza a mulher diante do homem, mas contribuiu para que tanto o homem, quanto a mulher, pudessem se santificar por seus erros ancestrais.

Para melhor compreensão, reportemos nossas mentes e olhos de volta ao jardim do Éden, quando da criação do homem e da mulher em Adão e Eva, respectivamente.

O pecado só poderia atingir toda humanidade por meio de Adão, porque Adão é a origem e o pai de toda humanidade, inclusive, da humanidade da mulher, retirada de sua costela (Gn 2.22).

“Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. ” (I Cor 11.8)

“[…] acima de qualquer ser vivo da criação, acha-se Adão. ” (Eclesiástico 49, 19)

Algo só pode ser atingido no todo a partir de sua origem, e não em suas partes.

O pecado de Adão, além de confirmar o pecado mais grave de Eva, consolidou (em regra) o pecado futuro a toda descendência sua com sua mulher. Se em Adão está a origem de toda humanidade, só podia vir dele a origem do pecado que atingiria toda humanidade posterior.

 “[…] em Adão todos morrem, (I Coríntios 15, 22)”

Por isso, a serpente se uniu a mulher (a qual se deixou enganar), e a usou como instrumento para induzir o pecado no homem.

Mas se o pecado veio do homem, o sacerdócio da redenção teria que vir de outro homem.

Daquele que produziu o delito haverá de nascer a aplicação da justiça.

Toda humanidade santificada e redimida, se origina assim de um Novo Adão, também primogênito, não da terra (Gn. 2.7), mas de Deus (I Cor 15. 45), o primogênito do novo mundo restaurado que é Jesus Cristo, filho ancestral de Davi, de Abraão, de Salomão, e consequentemente, filho ancestral de Adão pela natureza carnal, conforme sua genealogia (Lc 3, 38)

“Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão. (I Coríntios 15, 22)”

Ora, se pela natureza, a mulher nasceu por meio do homem Adão (Gn 2.22), pela natureza espiritual, todas as mulheres haveriam de renascer para Deus através do sacerdócio do HOMEM UNIVERSAL que é Cristo, quando as batiza, lhes dá toda instrução, e estas recebem a administração dos sacramentos por meio daqueles homens investidos nesse sacerdócio representando Cristo (in persona Christi).

A Justiça de Deus seria reparada nas pessoas daqueles, cujo pai, Adão, tinha o poder de dar origem ao pecado no mundo, e efetivamente assim o fez. E tal só pôde ser possível, pelo sacerdócio do Novo Adão, que é Cristo.

Fundando o sacerdócio masculino, ao vir ao mundo Encarnado como homem, e tendo escolhido compartilhar seu sacerdócio Santíssimo com os seus doze apóstolos, (todos homens), e esses, transmitindo o sacerdócio recebido aos seus sucessores (também homens), restaria oportunizada aos sexos, masculino e feminino, a chance de redimirem-se da dívida ancestral que homem e mulher tinham, cada um para com o outro, desde o Éden. Por parte dos homens, representantes do antigo Adão, permitiu-lhes reparar o erro para com o sexo feminino, pois a negligencia, falta de zelo e cuidado do primeiro pai, deixou que sua mulher interagisse com a velha serpente, e pela serpente fosse a mulher seduzida e cooptada para fins ilícitos contra Deus.

Através do sacerdócio de Cristo, (o novo Adão), o homem restou novamente responsável pela vida espiritual da mulher, feita carne de sua carne, ossos de seus ossos, e por sua elevação diante de Deus.

Por parte das mulheres, representantes da antiga Eva, a aceitação (não usurpação) do sacerdócio dado por Deus convenientemente aos homens, permitiu-lhes novamente provar a obediência, não mais cobiçando aquilo que Deus não lhes deu, como fez Eva, querendo tornar-se igual a Deus.

Dava-se as mulheres, a chance de não mais desejarem aquilo que Deus não lhes fez pertencer, e contentarem-se com o que Deus, por graça e misericórdia, lhes contemplou. Se ao homem fora dado o sacerdócio da Igreja, a mulher fora dada a Caridade, fundando inúmeras ordens de freiras e religiosas que se tornam “mães espirituais” de filhos que não geraram, sendo ainda esposas, mães dos filhos gerados, vindo por meio de uma MULHER, Maria, a Nova Eva, o Amor de Deus ao mundo, e que se chama Jesus Cristo:

“Contudo, ela poderá salvar-se, cumprindo os deveres de mãe, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade. (I Timóteo 2, 15)”

Por esta razão, não foi dado as mulheres falarem em público em nome do Magistério da Igreja (Ex Cathedra), nem ministrarem o sacrifício Eucarístico da adoração, conforme

“As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei (II Cor. 14. 25-36) ”

“Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”. (I Tm 2. 11-14)

“Não é permitido a nenhuma mulher que ensine publicamente na Igreja ou ofereça a EUCARISTIA ou ainda que pretenda para si parte de qualquer atribuição masculina, para não se falar em qualquer cargo sacerdotal” (Tertuliano de Cartago, falecido em 220 d.C.)

“Não se imponha a mão sobre a mulher, porque ela não oferece a oblação Eucarística, nem exerce a liturgia” (Hipólito de Roma, falecido em 235 d.C.)

– “Na Igreja não tenha lugar a ordenação de presbíteras ou presidentes [da celebração eucarística]” (Concílio Regional de Laodiceia, Cânon 11; fim do século III; cf. PR* 280/1985, p.224). 

Eva, cobiçando a imortalidade sem depender de Deus, e cobiçando ser igual a Deus, cobiçou aquilo que não devia.

Desejar o exercício do sacerdócio, implica na mulher regressar a natureza de Eva, reconstruindo a desobediência ancestral.

E permitindo, os homens, a investidura das mulheres ao sacerdócio implica novamente abrirem mão de suas responsabilidades sacerdotais para com elas, regressando ao estado da negligência adâmica.

“[…] a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.”

 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_22051994_ordinatio-sacerdotalis_po.html)

“Na Igreja não tenha lugar a ordenação de presbíteras ou presidentes [da celebração eucarística]” (Concílio Regional de Laodiceia, Cânon 11; fim do século III; cf. PR* 280/1985, p.224).

“Nunca mulher alguma exerceu o sacerdócio (…) Se na Igreja às mulheres tocasse o ministério sacerdotal (…) de preferência Maria teria sido investida dessa função; foi ela quem teve a honra de acolher em seu próprio seio o Deus celeste, Rei universal, Filho de Deus (…) Mas tal não foi o desígnio do Pai” (Epifânio de Salamina, falecido em 403 d.C.; Pa

O ensino constante da Igreja, reiterado e determinado pelo II Concílio do Vaticano, recordado também pelo Sínodo dos Bispos em 1971.

Existem também o sacerdócio doméstico do marido para com a mulher.

Embora não haja servidão, mas sim dignidade paritária entre os cônjuges, a direção das questões que dizem respeito a moral, a fé cristã e a assistência familiar incumbe ao homem, sendo por isso, dito pelo Apóstolo, que ” o marido é o cabeça o cabeça de toda família:

“Quero que saibam que o cabeça de todo homem é Cristo, assim como o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus.” ( I Cor. 11.3)


[1] No conceito aristotélico, tomado por Santo Tomás de Aquino, substância é toda matéria na qual o ser subsiste, ou seja, está contido existencialmente e através da qual todo ser “é”. Substância é o próprio “ser”. Exemplo: a substância do corpo humano que é visível (físico) e invisível (alma espiritual), e sem uma delas, o ser humano já não seria humano. Forma é o que modela, caracteriza, e, portanto, identifica a substância, distinguindo-a especificamente dentre as espécies, e dentre o seu próprio gênero. Exemplo: substancia humana, do sexo masculino e feminino. (Conf. ARISTÓTELES. In Metafísica. Livro V. 1028.b5. Edição de 2.002)

[2] O pecado só podia vir à toda humanidade através de Adão, porque Adão é a origem e o pai de toda humanidade, inclusive, da humanidade da mulher, Eva, retirada de sua costela (Gn 2.22). Por isso, o diabo se alia a mulher (a qual se deixou enganar) e a utiliza como instrumento para induzir o pecado no homem. Se o pecado de toda humanidade só podia vir do homem, não por outra razão, o sacerdócio da redenção e salvação viria de outro homem, um Novo Adão, também primogênito, mas primogênito do novo mundo restaurado, que é Jesus Cristo (I Cor 15, 45), filho ancestral de Davi, de Abraão, de Salomão, e consequentemente, filho ancestral de Adão pela natureza carnal, conforme sua genealogia (Lc 3, 38)

[3] Esse texto Paulino é menosprezado por feministas, escondido pelos modernistas e cismáticos que tentam desprestigiá-lo como não fosse de inspiração Divina, não contivesse a revelação de Deus, mas apenas um “conceito cultural” já abolido.

[4] Havia nos primeiros pais, uma disposição ao pecado, tanto quanto uma disposição ao Bem dado ao livre arbítrio. Disposição pecaminosa essa, que poderia ser rejeitada, não se deixando pecar. Adão era imortal apenas na alma. A imortalidade do corpo haveria de ser confirmada, se Adão, em sua livre vontade, optasse em não pecar.

[5] A pena temporal comum ao homem e a mulher após a expulsão do Paraíso é a MORTE. (“porque és pó, e pó te hás de tornar”.” (Gn. 3.19). Exclusiva ao homem: o TRABALHO PENOSO que lhe incumbe como responsável para com SUSTENTO DA MULHER e de toda sua prole. (“E disse em seguida ao homem: “Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. 18.Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. 19.Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar”.” (Gn. 3. 16, 17 e 18). Exclusiva a mulher: as DORES DO PARTO e a SUBMISSÃO AO HOMEM. (“Disse também à mulher: Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio”.” (Gn 3.16)

[6]  Muitos não compreendem que na linguem Patrística Pós-Primitiva e Escolástica Medieval, o termo “dignidade inferior” em relação a mulher, é tomado apenas no seu CONTEXTO TEOLÓGICO relativo a Adão e Eva. No meio família, social, cultural e político, a Igreja sempre afirmou ser a mulher condigna ao homem. Na Idade Média, as RAINHAS Católicas eram COROADAS COM OS REIS, o que acabou no Renascimento. A rainha Isabel de Granada (1.474-1.505) sozinha, reorganizou a estrutura governamental, econômica e militar da Espanha e comandou a vitória na Batalha de Granada (1.482-1.492), expulsando os muçulmanos das terras espanholas. E Santa Joana Darc? Ora, a donzela de Orleans, intrépida, virtuosa e corajosa guerreira camponesa LIDEROU milhares de HOMENS na Batalha do Cerco de Orleans (1.429).Só um conhecimento histórico pífio ou desonesto afirma misoginia na Igreja, e na Idade Medieval e Escolástica: “Era conveniente que a mulher fosse formada da costela do homem para significar que deve haver união entre o homem e a mulher. Pois, nem esta deve dominar aquele e, por isso, não foi formada da cabeça; nem deve ser desprezada pelo homem numa sujeição servil, e por isso não foi formada dos pés.” (Suma Livro Ia. Q 83 art 3º Santo Tomás de Aquino, anos 1.222-.1274)

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