Santidade

SANTIDADE OU MALÍCIA: DOIS CAMINHOS A ESCOLHER

SANTIDADE OU MALÍCIA: DOIS CAMINHOS A ESCOLHER.

Nenhum ser pensante permanece imutável.

Progride nas virtudes ou regride à perversão dos vícios e da malícia.

Inexistindo opção feliz pela inércia ou pelo mal, haverá, portanto, apenas um caminho certo a se seguir:

“Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida, e ninguém vem ao Pai, senão por mim. (São João 14, 6)

“Ouve, meu filho: sê sábio, dirige teu coração pelo Caminho reto.” (Provérbios 23, 19)

Todavia, é certo que o pecado da negligência nos afasta do progresso, pois o ser humano pende à escolha do caminho mais fácil e agradável que é o da transgressão.

Ora, o ser humano encontra prazer em transgredir, porque lhe apraz se colocar acima de todas as coisas pela vaidosa sensação do “poder:”

“Até quando serás negligente? Qual o limite da tua negligência? O hoje é como ontem. Enquanto negligencias, não farás nenhum progresso. Seja sóbrio, e eleve o teu coração. Deverás comparecer diante do Tribunal de Deus, para render contas do que tenha feito em segredo e do que fizeste publicamente. Desperta. Levanta-te dentre os mortos, e Cristo o iluminará1, e a Graça de Deus se infundirá dentro de ti.” (Catecismo de São Pacômio, art. 1º p. 7)

Temos nas virtudes, a disposição da nossa vontade em direção à Vontade Divina, a qual deve ser o princípio motor de todas as nossas ações e hábitos.

Já a malícia é a corrupção da nossa vontade mediante a rejeição a tudo que é perfeito, justo e belo.

A sensibilidade produz a vontade, e a razão produz o livre arbítrio, que é o juízo avaliativo entre o Bem ou o mal que atuará sobre nossos desejos.

Toda vontade é anterior à razão por ser um ato da natureza, sendo a razão um ato do raciocínio.

Por isso, a vontade, antes de se tornar ato, deverá equalizar-se pela boa razão. E todo aquele que não se ordena pela boa razão, desordena-se pelo instinto, que leva as fraquezas e debilidades morais surgidas da malícia do pecado.

Por causa do pecado original,2 há um desgoverno da razão que impede que permaneçamos nas virtudes sem o destempero dos vícios e falhas.

Mas na prevalência das virtudes, infusas em nós pela Graça3 de Deus, temos na santidade o perdão de toda maldade praticada e a redução da carga de malícia que nos nodoa, para que no fortalecimento diário, possamos resistir as tentações.

A busca pela santidade não é, senão, o movimento da essência de Deus que há em nós, buscando a comunhão com Ele, outrora perdida.

O ser humano foi criado para a prática do Bem. Logo, só poderá encontrar a felicidade no cumprimento do fim para o qual fora concebido.

Combater vitoriosamente o pecado, muitas vezes não quer dizer confrontá-lo de modo direto, mas evitá-lo, prevenindo ocasiões e situações em que possa ocorrer.

Ensina a Igreja que SANTIDADE não se confunde com IMPECABILIDADE que é Atributo exclusivo e personalíssimo da Divindade.

A santificação é um processo longo e paciente de Deus nos tornando sua imitação, colocando dentro de nós as virtudes necessárias a este propósito, as quais combaterão nossas falhas, imperfeições e mazelas:

“SEDE SANTO, como eu sou Santo.” (I São Pedro 1,16)

“SEDE IMITADORES DE DEUS, como filhos muito amados.” (Efésios 5,1)

O orgulho do santo é usufruir da misericórdia de Deus, e sua maior riqueza está na Caridade.

Quem gosta dos aplausos humanos, senão a vaidade4, berço da idolatria?

E a quem agrada o acúmulo indevido de riquezas, senão a cobiça5, berço de toda perdição humana?

O santo abdica do seu próprio coração e dos seus próprios desejos para habitar junto ao coração de Deus, o qual constituiu em lar e refúgio.

Já não há nele comando próprio, nem desejo egocêntrico que o governe, porque a submissão a Deus o libertou de si mesmo.

Todo homem que quer ser livre não pode ser escravo dele mesmo.

Aquele que pensa ser livre por fazer sempre todas as suas vontades é na verdade escravo de si próprio. Mas para aquele que em Cristo, se libertou de sua própria escravidão, já não haverá mais nada que o escravize porque nada mais lhe prende a este mundo, nem sua própria vida.

Como disse o santo mártir, Inácio de Antioquia:

“Deixai-me ser comida para as feras, pelas quais me é possível encontrar Deus. Sou trigo de Deus e sou moído pelos dentes das feras para encontrar-me como pão puro de Cristo. Que as feras se tornem meu túmulo, e não deixem sobrar nada de meu corpo, para que na minha morte não me torne peso para ninguém. Então de fato, serei discípulo de Jesus Cristo, quando o mundo nem mais vir meu corpo.” (Epístola de Santo Inácio, Bispo de Antioquia, aos Romanos. Cap. VI. Anos 90 -110)

A santidade são os olhos da alma pelos quais enxergamos Deus nas coisas mais simples e singelas.

É a janela espiritual com vista para a felicidade eterna e plena, que só alcançamos por usufruir do Amor e da Bondade de Deus.

“Bem-aventurados os LIMPOS DE CORAÇÃO, porque eles VERÃO A DEUS. (S. Mateus 5.8)”

Deus tem REPULSA a maldade e a prática prazerosa do pecado:

“Ai de ti que perdeste o pudor e a vergonha! Por que procedes assim? Por que me crucificas novamente com os cravos da tua imodéstia? E de forma irrespeitosa Me recebes na Comunhão? Quanta amargura sinto ao entrar no teu corpo, que é motivo de tantos pecados e mau exemplo. (Santa Teresinha D’avila, – anos 1.515 à 1.582. in Castelos Espirituais e Revelações de Cristo, p. 69).”

Não por outra razão, a santidade é mandamento INDISPENSÁVEL À SALVAÇÃO, que só se cumpre na Graça1 de Deus.

Somos todos, sem distinção, chamados à santidade:

“SEDE SANTOS, porque eu sou Santo.” (S. Pedro 1.1, 16)

“Segui a paz com todos, e a SANTIDADE sem a qual NINGUÉM VERÁ Deus! (Hebreus 12, 14)”

Onde não há santidade, há malícia em nível muitíssimo elevado, sendo certo que a malícia, a corrupção, soberba, a heresia, a idolatria, as divisões cismáticas, a vaidade, a desobediência e a infidelidade andam juntas.

Negar-se a santidade significa entregar-se à maldade.

No entanto, há os que apregoam que a santidade nesta vida seria algo impossível,6 inatingível.

Tal pensamento choca-se com a Verdade Divinamente revelada

Será apartada de Deus, toda alma em que nela não se encontrar a santidade.

Se Deus habita em nós, sendo Ele a fonte única, plena, perfeita e infinita de toda santidade,7 então é certo afirmar que por intermédio de Deus, também a santidade nos habita:

“Não sabeis que SOIS O TEMPLO DE DEUS, e que o Espírito de Deus habita em vós? (I Coríntios 3, 16)” 

“A razão da nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que, no mundo e particularmente entre vós, TEMOS AGIDO COM SANTIDADE e sinceridade DIANTE DE DEUS, não conforme o espírito da sabedoria do mundo, mas com o socorro da Graça de Deus.  (II Coríntios 1.12)”

Ora, o Espírito Santo não pode nos habitar inerte.

O pecado não eliminou a presença sobrenatural do Espírito Divino em nossas vidas, pelo qual continuamos a ser (ainda que pecadores) a imagem de Deus, e também através do qual encontraremos a Luz que nos irradiará o dom da santidade.

“Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. (Romanos 8, 9)”

De fato, a santidade completa só se realizará na Glorificação do ser humano na vida eterna com Cristo.

Mas se é certo que só no Céu a santificação do justo será completa, é certo ainda que é nesta terra que o processo beatificatório deverá ter início.

É simples a explicação: se não plantar a santidade na terra, não poderá colhêla no Céu.

Ensina Tanquerey:

“Aprouve a Divina Providência3 e Bondade DIVINA, nos COMUNICAR AS VIRTUDES DE CRISTO em troca do nosso pecado. Assim, não nos concedeu apenas uma vida natural, mas uma vida sobrenatural, A COMEÇAR AQUI NA TERRA. Como essa vida nos é dada pelos Méritos e pelas Virtudes de Cristo, é Ele a única e mais Perfeita causa da existência da Vida Cristã. (Teologia Mística e Ascética, p. 19, ano 1.925)”

Conforme as Escrituras, a santidade é exigida em nossa vida temporal e terrena, sendo que Deus não nos exige aquilo que Ele não nos deu condições para realizar.

A santidade terrena é um mero reflexo finito da santidade Infinita de Deus:

“revesti-vos do homem novo, CRIADO À IMAGEM DE DEUS, em verdadeira Justiça e SANTIDADE.(Efésios 4.24)”

“Deus NÃO nos chamou para a IMPUREZA, MAS PARA A SANTIDADE. (I Tessalonicenses 4.7)”

“O DEUS DA PAZ VOS CONCEDA SANTIDADE PERFEITA. (I Tessalonicenses 5.23)”

“[…] ela poderá salvar-se, cumprindo os deveres de mãe, contanto que PERMANEÇA com modéstia NA FÉ, na CARIDADE e na SANTIDADE. (I Timóteo 2.15)”

O duelo entre a malícia humana e a santidade Divina, acontece a todo momento, em cada um de nós, e dentro de nós, até o fim da vida.

Mas o que fazer para reconhecer e progredir na santidade que há em nós, a qual neutraliza toda malícia que de igual modo também em nós se faz presente?

Os santos da terra não foram tentados, como foi o próprio Cristo?

E não é certo ainda que esses santos tiveram suas falhas, diferente de Cristo que jamais errou ou transgrediu?

De início, há de se distinguir o que seria a santidade ou impecabilidade em Deus, e a santidade plena nos seres humanos.

A santidade em Deus decorre de sua INFALIBILIDADE.

Ora, se Deus é impecável, Ele não falha, e se não falha, nada de impuro, ultrajante ou defectível poderá Dele advir.

Diferente disto, a santidade nos seres humanos reside no ato da não aceitação das falhas, e no discernimento perfeito para reconhecê-las, evitando-as.

Esse processo espiritual, a Igreja denominou de ASCESE (ascensão).

E dentro do processo ascético, a santidade ocorre em diferentes níveis, em diferentes pessoas, de acordo com a disposição interior com que cada indivíduo recebeu de Deus as virtudes espirituais.

Uns conseguem atingi-la de modo satisfatório, obtendo a santidade plena, a qual encontramos no mártir que escolhe a morte física para não incorrer no pecado da negação da fé; ou no caridoso que abre mão de tudo que poderia ter para cuidar dos mais necessitados.

Mas outros ainda lutam, diuturnamente, mediante a confissão dos pecados e penitência, para o fortalecimento dessas virtudes, pois ainda não progrediram ao ponto de resistirem eficazmente à inclinação ao pecado e assunção da mortificação do ego e dos bens aprazíveis por Amor a Deus.

https://magisteriotradicaoescrituras.com/2018/11/07/o-purgatorio-e-a-graca-de-deus/

Atingir o estágio de santidade ideal aqui na terra exige tamanha comunhão com Deus, que essa intimidade passa a se manifestar por sinais visíveis nos atos de renúncia pessoal, fenômenos, prodígios e milagres8 que Ele realiza por intermédio dos seus santos místicos, ascetas e taumaturgos.

Indagado se alguém poderia vir à ser santo ainda nesta vida, e como se isso se daria, lecionou afirmativamente Santo Tomás de Aquino, embasado na Tradição, Escrituras e no Magistério da Igreja:

“[…] a santidade está em quem AMA COM TODAS AS SUAS FORÇAS, e tende sempre e atualmente na busca de Deus […] Nesta vida, os considerados perfeitos tropeçaram muitas vezes por causa dos pecados veniais,9 resultantes das misérias da vida presente, sendo de certo modo, imperfeitos, relativamente a perfeição que teriam no Céu […] porém, no Amor ao próximo e no Amor a Deus, podemos fundar a santidade de dois modos: primeiro: Não pode existir AMOR AO PRÓXIMO sem CARIDADE: segundo, que não pode existir CARIDADE sem que antes tenha existido o AMOR A DEUS.” (Suma Teológica, Q 184. art. 1º Da Perfeição)

Toda perfeição, possível ao ser humano em sua vida temporal, tal como disse o santo Apóstolo (sede santos), repousa na convivência prática da Verdade Única que é Deus, e Deus é AMOR:

“Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor.” (I São João 4, 8) 

“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (I São João 4, 7) 

Ora, isso só se realiza na CARIDADE (Amor), onde a perfeição do homem se radica totalmente na prática do AMOR PERFEITO, que por sua vez, também só se realiza por ter escolhido Deus como seu propósito final.

A CARIDADE, portanto, sendo a Virtude Excelsa do Amor, é a ESSÊNCIA DE TODA SANTIDADE que possa residir no ser humano, e que por ser um dom Divino, excede a toda nossa capacidade natural.

A plenitude da santidade implica, por óbvio, atingir a plenitude do Amor caridoso.

A Caridade é a mais perfeita de todas as virtudes, pois nela todas as demais se encontram presentes. Nela há humildade, mansidão, servidão, obediência, fé e outras.

A Caridade é mais perfeita que a própria FÉ, porque podemos encontrar dentro de nós, simultaneamente, a fé e os pecados mortais (frutos do desamor) pelos quais negamos essa fé, e a tornamos ineficaz:

“aquele que não cuida dos seus, e principalmente dos da própria casa, NEGOU A FÉ, e é pior do que um INCRÉDULO.” (I Timóteo 5,8)

‘Nunca vos conheci. Afastem-se de mim, vocês que PRATICAM a INIQUIDADE.’ (S. Mateus 7,21-23)

“Aquele que, pois, SABE FAZER O BEM E NÃO O FAZ, comete PECADO.” (S. Tiago 4, 17)

“Assim, TAMBÉM A FÉ, SE NÃO TIVER OBRAS, ESTÁ MORTA.” (São Tiago 2.17).”

É mais perfeita que a ESPERANÇA, porque esperança sem Amor é apenas uma vã expectativa de algo infrutífero, incapaz de produz um Bem universal:

“Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a MAIOR DELAS É A CARIDADE.” (I Coríntios 13, 13)

A Caridade é mais perfeita que o MARTÍRIO, pois quem dá sua vida, que não seja por Amor a Deus, e por Amor a salvação do próximo, deu sua vida em vão, por seus próprios interesses egoísticos:

“Porque o que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas o que PERDER A SUA VIDA POR AMOR DE MIM E DO EVANGELHO, irá salvá-la. (São Marcos 8, 35)”

Somente a Caridade nos une completamente a Deus, e cobre nossos pecados, sendo que assim acontecendo, seremos então santificando plenamente, dignos do Título de SANTO:

“O ódio desperta rixas; A CARIDADE, PORÉM, SUPRE TODAS AS FALTAS.” (Provérbios 10, 12)” 

“A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a CARIDADE É O PLENO CUMPRIMENTO DA LEI. (Romanos 13, 10)”

A plenitude da Lei é o Amor:

“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”. (São Mateus 22, 36)” 

“Respondeu Jesus: “AMARÁS O SENHOR, TEU DEUS, de todo o teu o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito (Dt 6,5). Esse é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: AMARÁS TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO (Lv 19,18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas.” (São Mateus 22. 36 à 40)” 

Os santos são aqueles que obtiveram pelo AMOR PERFEITO, uma comunhão tão profunda e atuante com Deus, que a certa altura, já não é dado separar um do outro:

“Eu vivo, mas já não sou eu: Cristo é que vive em mim.” (Gálatas 2, 20)

E nisto reside a COMUNHÃO DOS SANTOS (Communio Sanctorum):

“nós, embora muitos, FORMAMOS UM SÓ CORPO EM CRISTO, E CADA UM DE NÓS É MEMBRO UM DO OUTRO.” (Romanos 4, 5)”

A santidade consiste no ser humano alcançar o seu fim de viver com Deus no Céu, se aproximando Dele aqui na vida terrena.

“Tanto mais unidos a Deus, tanto mais santificados somos.” (Teologia Mística e Ascética. Cap. III p. 158, Adolphe Tanquerey)

Mas a realização do verdadeiro Amor aqui na terra supõe sacrifícios.

O alicerce do Amor é se dar, se dedicar a tal ponto aos amados, e desejar tanto vê-los ao lado de Deus no Céu, que para isso já não importa o auto-sacrifício.

Sobre isso, ensina a Igreja:

“No Céu, amamos sem necessidade de imolarmos. Neste mundo, porém, no estado atual da natureza decaída, nos é impossível amar a Deus sem sacrifício. Não podemos amar a Deus, sem sacrificar as nossas tendências, e esse combate não termina, senão, em dores. […]” (Teologia Mística e Ascética. Adolphe Tanquerey, ano 1.925. Cap. II Par. II, p. 161)

Não por outra razão, Cristo nos dirige este convite:

“Se alguém quiser vir depois de Mim, TOME A SUA CRUZ e me siga.” (São Mateus 16, 24)

Continua Tanquerey:

“Para seguir e amar Jesus, a condição é renunciar a si mesmo, isto é, as tendências da má natureza, ao egoísmo, ao orgulho, a ambição, a sensualidade, luxúria e ao bem-estar das riquezas.” (Teologia Mística e Ascética. Adolphe Tanquerey, ano 1.925. Cap. II Par. II, p. 162)

A Caridade está no âmbito da Graça de Deus, assim como no universo o sol está em relação às estrelas.

Quem alcança a Caridade plena, alcança a plena SANTIDADE.

É na Caridade onde os SANTOS são separados dos atos falhos e transgressões, e simultaneamente, elevados à perfeição máxima admitidas no tempo de sua vivência terrena.

Esse Amor caridoso, em sua expressão mais sublime, é dar a vida pelo próximo.

Há os que dão suas vidas morrendo.

Outros as dão sem que se precisem morrer fisicamente, abrindo mão de seu tempo, de sua fortuna, dos seus sonhos, ambições, prazeres naturais, família e outros bens temporais.

Chamamos isso mortificação beatífica, cujo martírio corporal é a espécie maior.

E foi para nos mostrar que o caminho da santidade é a mortificação, renúncia, humildade e desapego, que Cristo aceitou desde o presépio até a crucificação uma vida de renúncia, simplicidade e sacrifícios:

“Cristo também padeceu por vós, deixando-vos EXEMPLO para que sigais os seus passos.” (I Pe 2. 21)

1Efésios 5, 14.

2O pecado original não é um ato, mas uma condição que nos torna separados e reprovados diante de Deus, desde nosso nascimento: “Eis que nasci na culpa, minha mãe me concebeu no pecado. (Salmo 51,5)

3Graça de Deus é um socorro, um favor que Deus nos concede, nos convidando para retornarmos a condição de vida eterna como seus filhos, redimidos de todo pecado. (Catecismo § 1.996)

4Muitos são enganados em suas próprias opiniões. Seu sentido os reteve na vaidade. (Eclesiástico 3, 26)

5O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. (I Tm 6, 10)

6A teoria protestante da justificação SOMENTE pela FÉ (sola fide), criada por Lutero em 1530, orienta que o ser humano não é capaz de atos justos ou santos, porque esses atos não teriam valia para efeito da salvação e juízo final do indivíduo.

7“não há ninguém Santo, igual ao Senhor.” (I Sm 2.2) – O texto, não diz, entretanto, que não existe uma outra forma de santidade, específica em relação ao homem.

8Apenas a Igreja Católica apura e prova científica todos os milagres que publicamente proclama.

9Pecados que não implicam em morte espiritual: “Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que NÃO É PARA MORTE, orará, e Deus dará via aqueles que não pecaram para a morte. (I São João 5, 16)

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