Eucaristia

A EUCARISTIA É O MEMORIAL DO CORPO DE CRISTO PRESENTE

“Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será CULPADO DO CORPO E DO SANGUE do Senhor.” (I Cor 11, 27) Ora, para ser réu contra o Corpo e o Sangue, há de haver Corpo e Sangue como realidades num memorial presencial, e não como lembrança em memorial póstumo de um fato já cessado no tempo.

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Memória é toda capacidade de conservar mentalmente informações e dados sobre pessoas, fatos ou circunstâncias.

É um testemunho daquilo que aconteceu no passado ou acontece na atualidade.

Para as coisas futuras não há memória, e sim mera expectativa, posto que estas coisas futuras ainda não se realizaram, razão porque, só pode haver memória póstuma ou memória de fato atual.

O fato atual, por sua vez, pode ser a continuidade de acontecimentos do passado que atingiram o tempo presente, e que transcenderão ao futuro.

Contínuo é o acontecimento que não cessou, havendo nele uma repercussão perpétua dos seus efeitos para além do momento no qual foram concebidos.

Nisto, temos a distinção entre MEMÓRIA FINDA (in memoriam), também chamada reminiscente ou póstuma; e a MEMÓRIA EM MOVIMENTO (com memoriationem), chamada de memória real ou presencial.

MEMÓRIA PÓSTUMA é recordar algo findo que não existe no tempo real, apenas na própria memória que é a responsável por lhe emprestar uma certa longevidade intelectual.

Desaparecendo essa memória, com ela desaparece todo registro daquilo que um dia existiu.

Platão ensinava que a memória reminiscente ou PÓSTUMA é totalmente independente, desligada do objeto que perfaz seu memorial, posto que este não pode existir, senão aquela memória já não seria memória passada, mas ATUAL.[1]

Consiste no pensamento de algo extinto que testemunhamos, mas que não nos é possível novamente testemunhar ou reviver.

É simplesmente revisitar o passado, sem capacidade de capturar dele qualquer efeito válido para o presente ou lançá-lo para o futuro.

Exemplo de memorial póstumo ou mneuma (μνημόσυνον) é dado pelo próprio Cristo em relação a mulher que lhe ungiu com perfume ao professar fé no sacrifício do Cordeiro

“12. Derramando esse perfume em meu Corpo ela fez em vista da minha sepultura. Em verdade eu vos digo: 13. Em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, SERÁ CONTADO EM SUA MEMÓRIA O QUE ELA FEZ.” (São Mateus 26. 12 e 13)

No texto em latim da vulgata, o versículo 13 está assim:

“men dico vobis ubicumque prædicatum fuerit hoc evangelium in toto mundo dicetur et quod hæc fecit in memoriam Ejus”

No idioma grego koiné originário do Novo Testamento, temos o versículo 13 assim redigido:

“ἀμὴν λέγω ὑμῖν, ὅπου ἐὰν κηρυχθῇ τὸ εὐαγγέλιον τοῦτο ἐν ὅλῳ τῶ κόσμῳ,λαληθήσεται καὶ ὃ ἐποίησεν αὕτη εἰς μνημόσυνον αὐτῆς”

Já o MEMORIAL em movimento ou anamnésis (ἀνάμνησιν), implica memorar uma realidade atual daquilo que é real, acessível e palpável, cuja existência independente de sua própria memória.

É um memorando presencial estabelecido pela ligação da razão, dos afetos e dos sentidos com o fato atual.

É a lembrança, não do que já acabou e passou, mas daquilo que ainda vivemos, e por isso é um memorial mais perfeito e completo que o simples memorial póstumo.

Diferente disto, a memória póstuma é imperfeita e impessoal porque não nos permite a ligação com aquilo que está sendo lembrado, sendo apenas um testemunho intelectual que mantém acesa a chama do que num passado remoto vivemos, vimos ou experimentamos, e que já não nos é possível viver, ver ou experimentar.

É a lembrança localizada no passado, sem possibilidade alguma de produzir qualquer efeito válido no presente ou porvir.

Ensinou Aristóteles que a memória póstuma apreende o que é passado enquanto passado, em oposição a memória real que localiza o fato no presente, podendo ainda vir a estar no futuro.[2]

Mas o memorial presencial que emerge da memória em movimento é perfeito e completo, porque além nos fazer lembrar de algo em todos os seus detalhes e contornos, nos permite interagir com o que está sendo lembrado.

Noutra mira, a memória póstuma tende a morrer pela desmemoriação daqueles que dela não mais se lembram.

O velório é uma memória póstuma (in memoriam), passada e findada, porque não é possível interagir com o objeto dessa memória que é o cadáver.

Já o jubileu natalício (com memorationem) ou aniversário é memória em movimento, contínua, porque é efeito real de um fato ocorrido no pretérito (nascimento), mas que se lança no futuro, passando pelo tempo presente (continuidade dessa vida surgida do nascimento) que nos permite interagir com o aniversariante.

Ora, um carro comprado há muitos anos, e que fora destruído, existe na memória do seu antigo dono apenas enquanto lembrança; ao passo que o automóvel que atualmente ele possui está na sua memória enquanto realidade concreta, em interação sensível.

O automóvel atual é o fato atual, porque está presente em memória atual diante de nós.

Assim é o memorial EUCARÍSTICO do Corpo e do Sangue de Cristo, Corpo este, que está DIANTE DE NÓS, sob as aparências do pão e vinho consagrados.

A Ceia é a anamnésis que significa o MEMORIAL DE CORPO PRESENTE.

“Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ISTO É O MEU CORPO, que é dado por vós; fazei isto em MEMÓRIA DE MIM. (São Lucas 22.19)”

Na vulgata latina temos este versículo da seguinte maneira:

“et accepto pane gratias egit et fregit et dedit eis dicens hoc est corpus meum quod pro vobis datur hoc facite in meam com memorationem

No original grego do Evangelho assim está:

“καὶ λαβὼν ἄρτον εὐχαριστήσας ἔκλασεν καὶ ἔδωκεν αὐτοῖς λέγων, τοῦτό ἐστιν τὸσῶμά μου τὸ ὑπὲρ ὑμῶν διδόμενον· τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν νάμνησιν

Memorial da realidade do CORPO PRESENTE ou anamnésis (ἀνάμνησιν), não do pensamento, nem da ideia do fato passado.

“Fazei isto em memória de mim” implica dizer: “ fazei isso, porque aqui, neste memorial de pão e vinho, LEMBREM-SE que Eu me faço PRESENTE DE CORPO E SANGUE.”

Neste sentido, dizia uma antiga profecia mosaica, à cerca da Eucaristia, prefigurada nos sacrifícios de cordeiros para aspersão do sangue e ingestão da carne:

“Ester holocausto será PERPÉTUO e será oferecido, em todas as gerações futuras, à entrada da tenda de reunião, diante do Senhor, ONDE VIREI A VÓS, PARA FALAR CONTIGO”. (Êxodo 29.42)

Cristo é Deus, e sendo Deus é ONIPRESENTE em sua humanidade, pois como é certo que Ele próprio prometera que estaria conosco “até o fim dos tempos”, também é certo que Ele estará em Corpo e em Divindade inseparáveis, e não apenas em sua Natureza Divina e Espiritual, posto que é dito: “isto é meu Corpo”.

Correto afirmar, portanto, como faz a Igreja, que na EUCARISTIA, JESUS CRISTO manifesta a ONIPRESENÇA de sua Santíssima HUMANIDADE.

O Santíssimo Sacramento é o memorial de efeito atual, sensível e contemporâneo de algo do passado, mas cujos efeitos válidos e palpáveis colhemos na realidade presente, lançando-os ainda para o futuro.

Por isso, quando Cristo anuncia o seu memorial, os evangelistas não usam a palavra grega mneuma, que significa o memorial póstumo do fato passado e cessado, como em relação à mulher do perfume, mas anamnésis que quer dizer memorial da realidade presente, porque Ele estará diante de nós, fazendo-se presente no meio de nós.

Sendo realidade sólida no presente, não na lembrança morta do passado, é que podemos estar em comunhão direta com o Corpo de Cristo, pois não se pode ter comunhão com simples lembranças, mas somente com as realidades concretas.

Neste compasso é que o Apóstolo esclarece que a injúria contra o pão e o vinho Eucarísticos, é ofensa CONTRA o CORPO e o SANGUE de Cristo, e não contra sua memória passada:

“Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será CULPADO DO CORPO E DO SANGUE do Senhor.” (I Cor 11, 27)

Ora, para ser réu contra o Corpo e o Sangue, há de haver Corpo e Sangue como realidades num memorial presencial, e não como lembrança em memorial póstumo de um fato já cessado no tempo.

Comunhão é ato físico entre duas realidades concretas, e não entre duas manifestações intelectuais ou psíquicas. Não podemos comungar com o inexistente, o qual não está no meio de nós, senão apenas como lembrete:

Por isso, está escrito em São João 6, 51:

“EU SOU O PÃO VIVO QUE DESCEU DO CÉU. QUEM COMER DESTE PÃO VIVERÁ ETERNAMENTE; E O PÃO, QUE EU HEI DE DAR, É A MINHA CARNE PARA A SALVAÇÃO DO MUNDO.”

As palavras usadas para o memorial da mulher do perfume é mneuma no original grego, e in memoria no latim da vulgata[3], por ser apenas a lembrança de fato e de pessoa que no futuro não mais estariam entre nós.

Já no memorial da Eucaristia, por ser memoria presença real, é usada a palavra anamnésis no grego, e com memoriationem no latim, para não restar dúvida de que se trata de memorial distinto.

Esta é a verdadeira Fé legada pelos Santos Apóstolos à sua verdadeira Igreja, desde os primórdios da Era Cristã, como vemos em alguns testemunhos milenares:

“Talvez digas: Não vejo aparência de sangue. Mas há o sinal. Aprendeste, portanto, que aquilo que recebes é o Corpo de Cristo. O PRÓPRIO CRISTO TESTEMUNHOU=NOS QUE RECEBEMOS SEU CORPO E SEU SANGUE. Por acaso, devemos duvidar da fidelidade do seu testemunho? (Carta de Clemente, Papa Clemente I, o Romano, (anos 35 à 100) aos Coríntios, datação da Epístola por volta do ano 96 DC)”

“Os que negam a salvação da carne, desprezam sua regeneração, declarando ser ela incapaz de receber a incorruptibilidade. Se a carne não se salvará, então nem o cálice Eucarístico é a Comunhão com o seu Sangue, nem o Pão que partimos é a Comunhão com sua carne. O Verbo de Deus nos remiu por seu SANGUE, como disse o Apóstolo: – Nele temos a remissão por seu sangue, e a remissão dos pecados. Por sermos seus membros, somos nutridos por meios da matéria criada, RECONHECENDO COMO SEU PRÓPRIO SANGUE O CÁLICE, tirado da natureza criada com o qual fortifica o nosso sangue; e PROCLAMOU SEU CORPO NO PÃO, de onde fortifica nossos corpos. Os nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia, ressuscitarão no seu tempo. (Santo Irineu de Lyon. Adversus Hereses, Livro V, 2.2 p. 522 e 523, ano 130-220)”

Hoje, porém, encontra-se disseminada pela cisão protestante, uma perigosa heresia que esvazia o contexto sacramental instituído por Cristo em seu CORPO e em seu SANGUE, negando sua presença real nos elementos, transformando a Ceia de pão e vinho em simples manjar de lembrança pretérita, sem qualquer efeito presente ou futuro.

Por essa heresia, a Ceia transformou-se num “teatrinho” de oferenda de “simples comida”.

É a heresia MEMORIALISTA criada pelo fundamentalista protestante Ulric Zuinglio (1.484 à 1.531), líder da “inquisição protestante” que matou muitos católicos na Suíça, posteriormente, patrocinada por outro heresiarca chamado Spurgeon (1.834 à 1.892), e institucionalizada no documento conhecido como “Confissão da Fé Batista” datado de 1.689.

Por essa heresia, a Ceia instituída por Cristo não teria caráter de expiação de pecados, sequer manifestação da Graça Divina no ato, sendo lembrança póstuma criada para “animar” e “incentivar” o “fiel” no cumprimento de seus “deveres” para com Cristo:

“Art. 1°. A ceia do Senhor Jesus foi instituída por Ele, a fim de lembrar perpetuamente e ser um testemunho do sacrifício de sua morte; para confirmar os crentes na fé e em todos os benefícios dela decorrentes; para promover a nutrição espiritual e ocrescimento deles, em Cristo; para encorajar o maior engajamento deles em todos os seus “deveres para com Cristo; e para ser um elo e um penhor da comunhão com Ele e de uns com os outros.”

“Art. 2º Nesta ordenança CRISTO NÃO É OFERECIDO AO PAI, NEM QUALQUER SACRIFÍCIO REAL É FEITO, PARA REMISSÃO DO PECADO dos vivos ou dos mortos. A ceia É APENAS UM MEMORIAL do sacrifício único que Cristo fez de si mesmo, sobre a cruz e de uma vez por todas; 3 é também uma oferta espiritual, de todo o louvor que é possível oferecer a Deus em reconhecimento ao sacrifício feito por Cristo. (Declaração da Fé Batista, ano 1.689. Cap. 30)”

Esvaziava-se Ceia Eucarística de qualquer elemento sacramental e espiritual, posto que nela não haveria verdadeiramente o memorial da realidade ainda presente na história humana.

Tal heresia, gravíssima, tem implicações perigosas à fé revelada e ao plano da salvação.

Ora, a Eucaristia não é memorial de recordação póstuma, um culto cadavérico da memória extinta, porque é o sinal da VIDA ETERNA que nos deixou Cristo: 

“EU SOU O PÃO DA VIDA.” (São João 6, 48)

Não celebramos a morte pela morte, mas celebramos por ser esta morte vicária e ETERNA, a causa da VIDA também ETERNA.

Na Eucaristia adoramos ao CRISTO COMPLETO em sua ONIPRESENÇA, em seu SACRIFÍCIO DE EFEITO ETERNO, irrepetível e incruento, não em sua memória póstuma e finda.

Negar o sinal presencial do Cordeiro de Deus é regressar ao culto PAGÃO de oferta simbólica de comida, o que é condenável pelas Escrituras:

“Não te alegres, Israel! Não exultes COMO OS PAGÃOS! Porque te prostituíste, afastando-te de teu Deus. […]; E amaste o salário impuro em todas as eiras de TRIGO. Não farão ao Senhor libações de VINHO, nem oferecerão sacrifícios em sua honra. O SEU PÃO SERÁ COMO UM PÃO DE LUTO: todos OS QUE DELE COMEREM SE CONTAMINARÃO. Essa REFEIÇÃO é para seus *APETITES* NÃO PARA SER APRESENTADA NA CASA DO SENHOR; Que farão no dia da Solenidade, no dia de festa, consagrado ao Senhor? (Os 9. 1 e 4)”

Eucaristia é sinal da Onipresença Material do Verbo Encarnado, sendo o Sacramento necessário para a ressurreição da carne.

Como disse o Verbo Encarnado:

“Quem COME A MINHA CARNE E BEBE O MEU SANGUE tem a vida eterna; e EU O RESSUSCITAREI no último dia; “Pois a MINHA CARNE É VERDADEIRAMENTE[4] UMA COMIDA e o MEU SANGUE, VERDADEIRAMENTE UMA BEBIDA.”  (São João 6. 54 e 55)

E assim, fora ensinado infalivelmente pela Tradição Apostólica e Magistério Católico, testificados nas Escrituras:

“O cálice de bênção, que benzemos, não é a COMUNHÃO (ἀνάμνησις) DO SANGUE DE CRISTO?

 E o pão, que partimos, não é a COMUNHÃO (ἀνάμνησις) DO CORPO DE CRISTO? (I Cor. 10, 16)”

A Comunhão com o Corpo Místico de Cristo se faz Presente na atuação do Espírito Santo. E a Santíssima  Comunhão com Cristo sacrificado também nos torna oferta de sacrifício santo, como está Escrito:

“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, A OFERECERDES VOSSOS CORPOS EM SACRIFÍCIO VIVO, SANTO, AGRADÁVEL A DEUS: é este o vosso culto racional.  (Rm. 12, 1);”

“não entram em Comunhão com o altar os que COMEM as vítimas? (I Cor 10, 18)”

“O cálice de bênção, que benzemos, não é a COMUNHÃO  DO SANGUE  DE CRISTO? E o pão que partimos, não é a COMUNHÃO DO CORPO DE CRISTO? 

Não ENTRAM EM COMUNHÃO COM O ALTAR os que COMEM as VÍTIMAS? (I Cor. 10, 16 e 18)”

Porquanto Cristo disse: “ISTO É O MEU CORPO, FAZEI ISTO EM MEMÓRIA (ἀνάμνησις) DE MIM” (Lc 22, 19).

E isto equivale dizer: “Fazei isso porque aqui, neste Memorial Vivo, Eu me Faço em Corpo Presente.

 

_______________

[1]                      Filebo (Ed. Vrin, Partis 1.999, p. 252)

[2]                      Obras Aristotélicas. De Memoria (Ed. Bekker, ano 1.830, p. 499-453)

[3]              Vulgata é a primeira tradução das Escrituras originárias do grego para a língua latina, datada dos anos 300, realizada por São Jeronimo. (anos 347-420)

[4]       “Pois a MINHA CARNE É VERDADEIRAMENTE UMA COMIDA, E MEU SANGUE  VERDADEIRAMENTE UMA BEBIDA. (Jo 6, 55). 

Verdadeiramente no grego é aléthés (ἀληθής) emprega sentido real, não simbólico. Comparemos: — “tu és VERDADEIRAMENTE(ἀληθής) O FILHO DE DEUS.” (Mt 14, 33). E ainda: — “Eu sou a VIDEIRA VERDADEIRA(ἀληθής) (Jo 15. 1). Cristo também utilizou metáforas, comparando-se, por exemplo, a uma “porta: “Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas(Jo 10, 7) Mas a palavra “verdade” aí empregada é AMÉN (ἀμήν) que é a confirmação de uma ideia, e não de uma realidade  fática, como aléthés (ἀληθής).

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2 comentários

  1. O artigo está excelente, parabéns! Contudo, o primeiro testemunho patrístico não é de São Clemente Romano mas sim de Santo Ambrósio de Milão. Uma sugestão, substitua com o testemunho de Santo Inácio de Antioquia, que é contemporâneo de São Clemente, da sua epístola à Igreja de Esmirna, no capítulo VII. Abraços, meu caro. Paz e Bem!

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