Aborto

O ABORTO E A ENCARNAÇÃO DO VERBO

A Vida  (Humane Vitae) é, e sempre será, o Fundamento Principal de todo o Evangelho da Salvação de Jesus Cristo. E para nos dar vida é que Ele, sendo Deus, se fez Homem, assumindo nossa natureza inferior. E fazendo-se Homem é que escolheu nascer do Ventre de uma Mulher, para atestar que Deus verdadeiramente tornou-se Homem. 

 

gravida

Nenhum debate cristão autêntico sobre o aborto, encontrará a Verdade tendo por foco o sentimentalismo humano ou a defesa de bens temporais terrenos, como por exemplo, o compadecimento em relação ao sacrifício daquelas mulheres que terão de renunciar a si próprias, aos seus planos de bem-estar afetivo, financeiro ou emocional ao se tornarem mães em circunstâncias indesejadas.

Nosso sentimentalismo corrompido pelo pecado, tornou-se o movimento da paixão contra a razão; da substância sensível contra o intelecto; da concupiscência natural contra a Santidade Divina; do egoismo contra a Comunhão com a Vontade de Deus; do aprazível contra o sacrificial no qual tomamos nossa cruz, e por ela nos assemelhamos ao Cristo, credenciados como seus seguidores.

Tudo que é sentimentalmente ocupado apenas com o conforto humano, nos leva ao egocentrismo que aniquila Deus como Princípio Único de todos os nossos atos e vontades.

A vontade de Deus é imutável porque é Perfeita.

Em contrário, tudo que é sentimental é volúvel, traiçoeiro e mutável posto que imperfeito e defectível.

Um mesmo sentimento que nos comove a não aceitar que seja ceifada a vida de um feto, também pode nos comover a permitir o seu aborto levando em conta o sofrimento da mãe quando esta é sabedora que, ao nascer, viverá a criança apenas alguns instantes, como no caso dos anencéfalos.

Eis aí uma hipótese que demonstra como a emotividade é instável, e portanto, não pode nortear conceitos, definições e muito menos decisões sobre o aborto.

O que dizer da comoção que leva ao aborto eugênico provada a deformidade ou doença incurável do feto? Ou o fato da mulher não estar preparada para ser mãe, ou quando a maternidade lhe impedir o progresso profissional ou constituição de uma nova vida amorosa?

Dirá então do sofrimento do marido da esposa violentada, quando ver na criança, a reminiscência do algoz da sua consorte? Ora, no campo do sentimentalismo, poderemos ter vários argumentos prós e contra o aborto.

Como está escrito:

“O insensato não tem propensão para a inteligência, MAS PARA A EXPANSÃO DOS PRÓPRIOS SENTIMENTOS.” (Provérbios 18, 2)

A questão não está em ser “a favor ou contra” a mulher; ou se essa é pobre ou rica; ou se a situação gravídica decorre de matrimônio ou ato espúrio.

Tal perquirição é inócua diante da Vontade Soberana de Deus e o valor que possui a vida humana no plano da Criação e Redenção.

A Vida  (Humane Vitae) é, e sempre será, o Fundamento Principal de todo o Evangelho da Salvação de Jesus Cristo. E para nos dar vida é que Ele, sendo Deus, se fez Homem, assumindo nossa natureza inferior. E fazendo-se Homem é que escolheu nascer do Ventre de uma Mulher, para atestar que Deus verdadeiramente tornou-se Homem.

https://magisteriotradicaoescrituras.com/2018/07/15/por-que-convinha-cristo-uma-mae-sempre-virgem/

Um ventre que carrega o feto, levando um ser humano em geração é o MEMORIAL da ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS, memorial da ausência de limite do Amor de Deus para conosco e que nos salva, o qual chegou ao ponto Dele se tornar o que somos, para que pudéssemos ser aquilo que Ele deseja de nós.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.” (São João 1, 14)

Por isso o aborto é satânico.

Todo aborto é um sacrifício mesmo involuntário ao diabo, e um ultraje a memória do Verbo de Deus Encarnado.

Satânicos também são todos os instrumentos velados ou dissimulados da Política, da Ideologia, da Filosofia ou como também, infelizmente, de seitas pseudo cristãs, nascidas nos meandros dos PROTESTANTES, tendentes a mostrá-lo como uma possível alternativa viável em alguma situação, ainda que excepcional.

(http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2016/12/precisamos-falar-francamente-sobre.html)

Por isso ainda, o ódio do inimigo de nossas almas contra a mulher e o fruto contido no ventre feminino:

“[…] e o dragão parou diante da Mulher que havia de dar à Luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o Filho. (Ap. 12.4)”

Toda gravidez no qual se realizará o Milagre da Perpetuação da Vida, reflete na velha serpente uma lembrança que ela não deseja ter, e a que mais odeia. Essa lembrança é de que Deus amou o mundo de tal maneira, que gerou seu próprio Filho em nossa humanidade. E esse Filho é Adorado em sua HUMANIDADE:

“E novamente, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM.”  (Hebreus 1.6)

Sobre a importância fundamental de se fazer a Vontade de Deus, ensinou Santo Agostinho:

“Com certeza que uma alma é submissa a Deus, e não ao corpo e sua concupiscência. (De Civita Dei, p. 157 vol. II)

O ato pecaminoso de renegar um filho já concebido no ventre não deve ser reparado com o pecado maior de impedir sua existência.

Como disse ainda Agostinho: “Não se deve evitar um pecado, por outro. (De Civita Dei, p. 157 vol. II, caput)”

E em razão disso, disse o Mestre das Sentenças, sem abrir qualquer exceção: “Deixai vir a mim as criancinhas, NÃO AS IMPEÇAIS.” (S. Mateus 18. 14)

Lembremos que a Santíssima Virgem também tornou-se Mãe em circunstância indesejada, que implicava em risco de apedrejamento, e nem por isso, deixou  de dizer a Deus o SEU SIM.

gravida

 

 

2 comentários

  1. O aborto sempre será a forma de dizer não à vida que precisa ser defendida, é uma forma de comunicação entre Deus e a humanidade para dizer que é algo divino e ninguém tem o direito de tirá-lo, também hoje com tantas formas de abortar a vida está deixando de ser criação divina e outras formas estão sendo adotadas a exemplo estamos prestes a eleger um Presidente da República que para ele a vida não tem nem um sentido no entanto o que será de uma nação armada com terror e pânico espalhado por todos os lugares, para defendermos a vida precisamos olhar as formas plenas de encará-lo desde o nascituro até a fase final onde esta esteja segura e protegida nos âmbitos que lhes cabe a proteção assegurado pelo estado e as instituições que compete.

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