Antiga Aliança (SÁBADOS)

POR QUE O DOMINGO É O MEMORIAL DA NOVA ALIANÇA?

"o dia OITAVO será também soleníssimo e SANTÍSSIMO, e oferecereis um holocausto ao Senhor, PORQUE É DIA DE AJUNTAMENTO E ASSEMBLÉIA; NÃO FAREIS NELE OBRA ALGUMA SERVIL. (Levítico 23. 36)"

Porque a Nova Aliança requer um memorial mais perfeito que a antiga.

A Graça Plenamente revelada não traz mais como ícone o sábado, e sim o Domingo, PRIMEIRO DIA da semana, conforme vemos nas celebrações Eucarísticas no Livro de Atos:

“No PRIMEIRO DIA DA SEMANA, ESTANDO NÓS REUNIDOS PARA PARTIR O PÃO, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite.” (Atos 20. 7)

Neste contexto, dizem as Escrituras que a Igreja Apostólica desde aquela época perseverava “na DOUTRINA dos Apóstolos, na reunião em comum, na FRAÇÃO DO PÃO e nas orações.” (Atos 2, 42)

A Velha Aliança deu os sábados aos judeus:

OS ISRAELITAS GUARDARÃO O SÁBADO, celebrando-o de idade em idade com um PACTO PERPÉTUO.” (Ex. 31, 16)

Mas instituída a Nova Aliança no martírio da Cruz, confirmada na ressurreição num DOMINGO, foram elevadas a perfeição todas as Leis Divinas que traziam princípios imutáveis e atemporais, como a Guarda do Sábado e o Sacrifício de Animais, sendo que este último também fora inscrito como mandamento perpétuo: 

“Este HOLOCAUSTO SERÁ PERPÉTUO e oferecido em TODAS AS GERAÇÕES FUTURAS.” (Ex. 29. 42)

 E esse holocausto também se cumpria no sábado. (Nm 28. 6 e 9)”

Então o Sacrifício de Cristo toma lugar do sacrifício de animais, assim como o Domingo toma lugar do sábado.
Muda-se a formalidade, sem mudar a essência da Lei.
A essência do sacrifício é a expiação dos pecados (Mt 26, 28 e Ex 24, 8) e do sábado é o dia de descanso para se mirar e contemplar todo Amor de Deus através da sua criação. (Hb 4,4 e Gn 2.2)”

Uma vez em CRISTO ELEVADOS À PERFEIÇÃO, os  cultos arcaicos do dia sabático e do holocausto sionista deixaram a imagem simbólica para tornarem-se uma realidade Divina, sendo aperfeiçoados e alterados na FORMA, mantendo perpétuo e intacto o que lhes é essencial, no caso do sábado, a inauguração de um novo momento da humanidade com Deus no futuro:

NÃO COMAM DA ALIANÇA QUE FIZ COM OS SEUS PAIS no dia em que os tomei para tirá-los da terra do Egito. (Hebreus 8. 9)”

O culto que estes celebram é, aliás, apenas imagemsombra das realidades celestiais.  (Hebreus 8.5)”

E Cristo diz:

“Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. NÃO VIM PARA OS ABOLIR, MAS SIM PARA LEVÁ-LOS A PERFEIÇÃO.” (S. Mateus 5, 17)”

Tudo que antes existia em figura existe agora em perfeição, variando a forma sem perder a essência.

Nele, todo DECÁLOGO fora APERFEIÇOADO, como por exemplo, o preceito de honrar pai e mãe (Ex. 20, 12) que na Nova Aliança preconiza aos pais  não serem a causa da “ira dos seus filhos.” (Efésios 6, 4)

Ensinou ainda o Apóstolo, que “SE A PRIMEIRA ALIANÇA TIVESSE SIDO SEM DEFEITO, certamente não haveria lugar para outra.” (Hebreus 8, 7)

Toda lei promulgada possui um fim.

A guarda sabática era para ser levada à perfeição ao se tornar o memorial de vida, que apontaria para a RESSURREIÇÃO DO CORDEIRO VERDADEIRO, deixando no pretérito o memorial incompleto e imperfeito da morte, lembrado no arcaico holocausto do cordeiro pascoal, o animal morto e DEVORADO na ocasião do Êxodo do Egito.” (Deuteronômio 5. 15)

Daí adveio o DOMINGO, o dia da RESSURREIÇÃO, da VIDA NOVA e ETERNA ao lado do legítimo CORDEIRO, pois “se o Ministério da morte gravado com letra em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés por causa do esplendor de sua face, MUITO MAIS GLORIOSO É O QUE PERMANECE!” (II Cor. 3, 7 e 11)

Os sábados dos judeus eram apenas um memorial da finalização da primeira criação, quando então Deus descansou sob o Governo Soberano de todas as coisas criadas.

Já os DOMINGOS são memoriais da NOVA CRIAÇÃO,  REGENERADA, REDIMIDA  e TESTEMUNHADA em Cristo, o novo Adão, cuja ressurreição fora reservada para ocorrer no DOMINGO.” (S. Marcos 16, 2)

A veneração aos velhos símbolos da morte e das ordenanças imperfeitas do antigo pacto ocorre até hoje porque os judaizantes da fé cristã “QUANDO LÊEM MOISÉS, UM, VÉU COBRE-LHES O CORAÇÃO.” (II Cor. 3, 15).

Ora, “se Deus fala da Aliança Nova, é que ele declara antiquada a precedenteO que é ANTIQUADO E ENVELHECIDO ESTÁ CERTAMENTE FADADO A DESAPARECER. (Hebreus 9, 23)

Existe nas Escrituras um sinal que aponta no sentido do Novo Memorial. E esse sinal é a LUZ, um dos elementos representativos de Cristo:

Eu SOU A LUZ do mundo.” (S. João 8, 12)

O PRIMEIRO DIA DA CRIAÇÃO ORIGINÁRIA fora inaugurado pela LUZ:

FAÇA-SE A LUZ! Foi o PRIMEIRO DIA.” (Gn 1. 1 À 5)

O PRIMEIRO DIA DA CRIAÇÃO REDIMIDA também fora inaugurado pela LUZ:

E no PRIMEIRO DIA DA SEMANA, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado” (S. Marcos 16, 2); e um anjo do Senhor desceu do céu, e rolou a pedra, e sentou-se sobre ela, e RESPLANDECIA COMO RELÂMPAGO e suas vestes eram brancas como a neve.” (S. Mateus 28. 1 à 3)

Esses dois marcos trazem o Cristo na prefiguração da LUZ.

Assim, Ele “ABOLIU O ANTIGO REGIME E ESTABELECEU UMA NOVA ECONOMIA.” (Hebreus 10, 9)

Desta forma, a manutenção do culto aos símbolos da Velha Aliança torna-se um grave pecado contra a GRAÇA.

A Lei perpétua fora instituída no propósito de direcionar, honrar e mostrar o Governo Universal do Deus Pai através do Filho e o papel protagonístico deste no plano da salvação. 

Por onde se afirma, que a LEI DA GUARDA DO DIA SAGRADO só tinha sentido porque apontava para a primeira vinda de Cristo, concebido, gerado, sacrificado e ofertado por nossos pecados na Cruz.

Cultuar em veneração as liturgias cerimonialistas que trazem o regresso ao velho pacto é negar, desprezar a Nova Aliança, incorrendo em grave pecado:

“Todas as cerimônias da lei eram uma afirmação de fé. Ora, embora seja a fé que temos em Cristo a mesma que tiveram os antigos Patriarcas, eles precederam, e nós viemos depois, a mesma fé é expressa por nós e por eles por modos diferentes. A eles foi dito: – Eis que uma virgem conceberá no seu ventre e dará à luz um filho, SENDO O VERBO EMPREGADO NO FUTURO; ao contrário, NÓS O AFIRMAMOS COM O VERBO NO PASSADO: CONCEBEU NO SEU VENTRE E DEU À LUZ. Semelhantemente, as cerimônias da lei antiga significavam que Cristo havia de nascer e sofrer; ao passo que os nossos sacramentos significam que nasceu e sofreu. Assim, peca mortalmente quem, afirmando sua fé, pois diz como os judeus, que Cristo haverá de nascer. Depois da promessa realizada, deve ela manifestar-se por outro sinal, a saber, o batismo, que, assim, substitui a circuncisão, conforme diz o Apóstolo (Cl 2, 11-12): POR ISSO O SÁBADO, QUE SIGNIFICAVA A CRIAÇÃO INICIAL, FOI MUDADO NO DOMINGO, EM QUE SE COMEMORA A NOVA CRIAÇÃO, COMEÇADA COM A RESSURREIÇÃO DE CRISTO. (Suma Teológica, Da Lei e a Duração dos Preceitos Cerimoniais,  Q 103 art. III e IV)”

Não por outra razão, a Igreja desde o primeiro século ensinava fugir do judaísmo farisaico ou qualquer outra heresia judaizante da fé cristã:

“Se, no entanto, alguém vier com interpretações judaizantes, não lhe deis ouvido. É melhor ouvir doutrina cristã dos lábios de um homem circuncidado do que a judaica de um não-circuncidado. (Santo Inácio de Antioquia, anos 70 – 110, Epístola aos Filadelfos, cap. IV. 6)”

Assim, se guardar o DIA DESCANSO, o shabat (שְׁבִיעִי) na Antiga Aliança tinha por fim contemplar a criação originária, na Nova Aliança tem por desiderato contemplar a criação RESTAURADA, trazendo o Domingo como representação da ressurreição de toda carne redimida. Manteve-se o mandamento, alterando o dia e a identidade da vítima do holocausto, que ao invés de ser ofertada em carneiros sacrificados, seria ofertada nos sinais do seu sacrifício na Cruz, nas espécies do pão (carne) e vinho (sangue), sendo que na vigência dos sábados judaicos fora profetizada a santificação do DOMINGO (oitavo dia no calendário luno-solar hebraico):

“o dia OITAVO será também soleníssimo e SANTÍSSIMO, e oferecereis um holocausto ao Senhor, PORQUE É DIA DE AJUNTAMENTO E ASSEMBLÉIA; NÃO FAREIS NELE OBRA ALGUMA SERVIL. (Levítico 23. 36)”

Diante disto, “ninguém, pois, vos critique por causa da comida ou bebida; ou espécie de festa ou de luas novas ou DE SÁBADOS. (Colossenses 2, 16)
“Não são os sábados atuais que me agradam, senão aquele que eu fiz, e no qual, depois de ter levado todas as coisas ao repouso, farei o início do OITAVO DIA, isto é, o COMEÇO DO OUTRO MUNDO. Eis porque celebramos como festa alegre o OITAVO DIA, no qual JESUS CRISTO RESSUSCITOU dos mortos, e depois de se manifestar, subiu aos céus. (Epístola de Barnabás, documento cristão do ano de 98 DC, XV. versos IV a VIII)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s